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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Crônica de uma lista anunciada




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Crônica de uma lista anunciada
Postado por Zeca Camargo em 17 de dezembro de 2009 às 08:32

Eu fico encantado com as críticas! Claro que eu fico encantado também com os elogios – para não falar absurdamente estimulado com as pessoas que escrevem agradecendo por terem descoberto, por conta de uma indicação minha, algum artista novo, uma canção nova, quem sabe até um gênero musical meio desconhecido. E digo isso porque eu também adoro ser surpreendido – e quero justamente falar sobre isso hoje.

Mas as críticas me deixam especialmente encantado – não porque são negativas, já que, como você pode conferir, mesmo as mais ferinas, são publicadas (desde que com uma linguagem moderada), mas porque em boa parte delas fica claro que quem as escreveu não se deu nem o trabalho de ler o que eu escrevi. Note que não estou me referindo àqueles que se deram o trabalho de entender o conteúdo das minhas palavras – afinal, para alguns, talvez seja pedir demais um exercício tão puxado quanto o da interpretação de texto… Mas tem gente que sequer leu o texto que veio antes da lista dos melhores discos que você não ouviu este ano – tema do post anterior –, ou mesmo os curtos textos que explicavam porque eu tinha escolhido aqueles álbuns. Gente que simplesmente olhou talvez as capas dos CDs que selecionei e, sem pausa para a reflexão, martelou o teclado para soltar vitupérios contra uma lista que, em última análise, não é a que eles escreveram… É fascinante ver como eles se articulam em comentários indignados que, na verdade, poderiam ser reduzidos a apenas 13 palavras: “esse cara pensa que entende de música, mas quem entende mesmo sou eu”.

Tudo isso me deixa sim encantado. E sabe com o quê? Com a falta de curiosidade…

Já falei inúmeras vezes aqui – e de maneira claríssima num post do fim do ano passado – que eu adoro essa época do ano onde todas as publicações (de papel e virtuais) começam a soltar suas listas de melhores lançamentos dos últimos 12 meses. Parte dessa alegria, claro, é a de poder conferir se as escolhas de pessoas e periódicos que eu admiro batem – pelo menos em alguns pontos – com as minhas. Mas existe ainda um prazer maior, que é o de ver justamente onde a minha lista não bate com a deles, sobretudo quando eu encontro por lá algo – um filme, um disco, um livro – que eu nunca tinha ouvido falar.

Deixe-me dar um exemplo. Esta semana, recebi o número de dezembro da “Artforum” – que vem com a seleção dos melhores do ano (assinadas, aliás, por muita gente que eu nem conheço!).

Vejamos então a lista dos filmes favoritos de 2009 segundo Chrissie Iles, curadora do Whitney Museum, de Nova York:

1) “Blue”, de John Kelly
2) “Women without men”, de Shirin Neshat
3) “The posters came from the walls”, de Jeremy Delles e Nick Abrahams
4) “Double take”, de Johan Grimoprez
5) “Action drama”, do grupo coletivo Centre of Attention
6) “Burma VJ”, de Anders Ostergaard
7) “Lake pavillion”, de James Welling
8) “Jack Straw’s castle”, de Rosalind Nashashibi
9) “FILM IST, a girl & a gun”, Gustav Deutsch
10) “Physical geology”, Ilana Helperin

Conhece algum deles? Eu não conheço nenhum… E olha que pelo menos um deles eu – como bom fã do Depeche Mode – tinha obrigação de já ter ouvido falar: “The posters came from the walls” é um documentário feito com fãs da banda, de todas as partes do mundo, da Inglaterra ao Irã… Longe de achar que Chrissie Iles é uma imbecil, me senti imediatamente grato por ela ter acrescentado 10 títulos à minha lista de filmes que um dia eu quero eventualmente ver!

Concordo que esse exemplo é um pouco radical – afinal, todos esses títulos (imagino) são de filmes de arte, com uma distribuição praticamente inexistente (o que, diga-se, não diminui a minha vontade de vê-los). Mas veja, na mesma revista, a lista do diretor John Waters (“Hairspray”, “Mamãe é de morte”, entre outros):

1) “Import export”, de Ulrich Seidl
2) “Anticristo”, de Lars Von Trier
3) “In the loop”, de Armando Iannucci
4) “Word’s greates dad”, de Bobcat Goldhwait
5) “Brüno”, de Larry Charles (esse mesmo que você está pensando!)
6) “O silêncio de Lorna”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
7) “Abraços partidos”, de Pedro Almodóvar
8) “The Baader Meinhof complex”, de Uli Edel
9) “Tudo pode dar certo”, de Woody Allen
10) “The headless woman”, Lucrecia Martel

Dessa lista (que, como a anterior, pode ser encontrada aqui), pelo menos, eu conhecia a metade – e já conferi três títulos! Mas que vontade de meu deu de conferir o resto… Se um cara como John Waters escolheu esses filmes, é porque eles devem ter alguma coisa de bom – e por isso mesmo que quero ir atrás deles.

Para sair do cinema, vamos conferir a lista dos melhores discos do ano – mas de uma publicação, digamos, inesperada: a revista “Paste” (que eu nunca encontrei no Brasil, e quando não a compro numa viagem, acabo lendo online). Essa é a de uma editora assistente da revista chamada Rachael Maddux:
1. The Decemberists – “The Hazards of Love”
2. Alela Diane – “To Be Still”
3. Elvis Perkins in Dearland – “Elvis Perkins in Dearland”
4. Heartless Bastards – “The Mountain”
5. Harlem Shakes – “Technicolor Health”
6. Jeffrey Lewis – “’Em Are I”
7. Madeline – “White Flag”
8. Micachu & the Shapes – “Jewellery”

Fora a coincidência da lista dela com a minha (Micachu), só conheço The Decemberists. Mas fui na mesma hora dar uma conferida nas outras sugestões. Confesso que gostei só de três, mas… e daí? Pelo menos fui lá me aventurar – e não acho que tenha perdido a viagem!

Dei apenas três exemplos, mas, como a época do ano ajuda, estou conferindo um punhado delas a cada dia – e outras, com certeza, virão nas próximas semanas. E isso só me deixa mais estimulado – e mais encantado ainda com o pessoal do “não conferi e não gostei”. Mas, como estou já um pouco velho para querer mudar o mundo, só posso lamentar essa atitude… E anunciar que, como presente de fim de ano, os dois próximos post virão com – adivinha? Mais uma lista! Mas não uma lista qualquer. Uma lista que vale por dez… anos!

Explico: outra revista que vi esta semana foi o número especial da “Entertaiment Weekly” com o melhor da década na música, no cinema, na TV, nos livros, na internet, ou qualquer outra forma de manifestação de cultura pop. É de deixar a gente tonto! Que delícia que é lembrar de coisas como “Moulin Rouge!” (o filme), o seriado que Lisa Kudrow fez depois de “Friends” (“The comeback”, que não deu muito certo…), o final de “A sete palmos” – e tantas outras coisas. A relação me deixou não apenas nostálgico, mas também estimulado. Ou melhor: desafiado!

Assim, resolvi fazer eu também a minha lista de coisas pop que mais me marcaram nesses últimos dez anos. E, assim, como na “Entertainment Weekly”, vou incluir cem itens nessa seleção – alguns deles, inevitavelmente, também presentes na lista da própria revista. E como este é um número ambicioso, vou dividir em dois posts. Combinado? Assim, segunda que vem você confere os primeiros 50 – e no dia 24, como um verdadeiro presente de Natal, as outras 50.

Minha intenção, como sempre, é inspirar você – e, por tabela, sugerir que você use também sua memória (e criatividade) para mandar alguns desses momentos que, como nós (felizmente!) somos diferentes, podem não ter entrado na minha seleção (o que não significa, em absoluto, que seja um produto cultural menor desta década). Mas quer apostar que vai ter gente que mesmo antes de ler já vai começar a criticar?

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