My Dear friends

This site not work anymore .I have a new site and you can go there visit me. I dont go put more post here anymore ... If you like this blog go there .. I will be there for you ... Olá meus queridos amigos ... agora tenho um novo blog Este site nao funcionará mais , tive alguns problemas. Agora tenho um novo endereco de blog. Nao irei mais colocar post neste blog .. Todas as atualizacoes e novidades estarao no outro endereco .. Acessem... estarei lá pra vcssss Se vcs gostaram desse blog irao amar o outro .. mais atualizado e lindo ... Vamos láaaa .... visitem-me lá .. Beijinhos Lili

Tank for everything !!!

melldesofia.blogspot.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Duas ou três coisas que aprendi com Lady Gaga




blogs e colunas / zeca camargo


Duas ou três coisas que aprendi com Lady Gaga
Postado por Zeca Camargo em 12 de novembro de 2009 às 20:59

Se aprendi uma coisa nessa vida de bastidores do showbiz é que você pode esperar qualquer coisas de um entrevistado. De Courtney Love (até hoje a recordista em tempo de espera, com um atraso de 9 horas para finalmente receber nossa equipe!) a Kurt Cobain (cuja própria mulher – hoje viúva – empurrou nossa conversa que seria no fim da noite para a alta madrugada), as estrelas mais temidas – isto é, as que tem a fama de serem mais “difíceis” com a imprensa – inesperadamente podem se tornar as mais cândidas (como aliás aconteceu no caso dos dois artistas já citados). Assim como a celebridade mais “treinada” para lidar com a mídia pode surpreender com um arroubo emocional e colocar tudo a perder – como foi o caso de Britney Spears, que minutos antes da segunda vez que eu ia entrevistá-la, irrompeu pela porta do quarto onde o encontro aconteceria aos prantos, cancelando todos seus compromissos na sequência. (Para quem quer mais, os detalhes dessas entrevistas, bem como uma coleção de histórias como essas pode ser encontrado no meu livro “De a-ha a U2”).


No meu arquivo pessoal, porém, prefiro sempre ficar com as boas surpresas – e se um dia eu resolver fazer um segundo volume dessas “memórias”, certamente vou abrir um capítulo para duas delas. A primeira, foi com Shakira – que o “Fantástico” mostrou domingo passado (e você pode rever aqui). Resumindo bem – afinal de contas, tenho que guardar alguma coisa para o caso de o livro sair… – fiquei simplesmente encantado com a honestidade da dedicação da cantora a um outro trabalho que não tem a ver com sua música, mas com um trabalho social: sua campanha pela educação primária de crianças pequenas, que começou com uma pequena iniciativa na sua cidade natal (Barranquilla, na Colômbia) e hoje é uma organização que está presente em vários países latino-americanos (inclusive o Brasil) e não para de crescer!

Ao contrario de boa parte das celebridades que simplesmente emprestam seu rosto para uma causa humanitária (muitas vezes – infelizmente – como uma alavanca para sua carreira), Shakira é 100% envolvioda com sua causa. E a paixão com que ela fala de seu projeto, por vezes até supera a que tem pela música. Poderosa – quantas artistas atuais podem se orgulhar de fazer sucesso no mundo todo, inclusive no Oriente Médio? – e generosa, Shakira sabe que para levar adiante sua missão pessoal precisa mais ainda do sucesso em sua carreira, e assim, investe nas duas coisas com a mesma garra. Se já era fã, virei seu grande admirador depois de nossa conversa.

A outra artista que me surpreendeu recentemente – como quem me acompanha com mais assiduidade aqui já pode imaginar – foi Lady Gaga.

Preciso escrever aqui (mais uma vez) que ela é a artista mais interessante que apareceu no pop recentemente? Ou que “Paparazzi” é a melhor música pop do ano (estamos em Novembro, e eu desafio qualquer artista a vir com algo melhor em seis semanas…)? Já me rasguei aqui em elogios com relação à sua performance recente no Vídeo Music Awards da MTV americana. Assim, vou cortar qualquer introdução para ir direto ao nosso encontro, que aconteceu há duas semanas, em Nova York.

Primeiro, preciso explicar que foi uma coincidência. Há meses – junho deste ano, para ser exato – eu já havia pedido junto à gravadora uma entrevista com Lady Gaga, por motivos óbvios: ela já estava fazendo barulho suficiente no pop internacional para ganhar seu espaço na TV brasileira. Essas coisas, porém, nunca acontecem assim tão facilmente… A resposta para um pedido desses, quando é feita assim, fora da época do lançamento de um novo trabalho, é sempre um “tapinha nas costas” na linha “vamos ver se ela está disponível”… Tanto é que eu cheguei a me esquecer que tinha feito esse pedido. Tanta coisa aconteceu nos últimos cinco meses (deu até para fazer um “No Limite” inteirinho nesse meio tempo!), que eu tinha literalmente desencanado dessa entrevista, até que um valoroso produtor (e amigo) do “Fantástico” veio com a notícia de que ela estaria disponível para a entrevista dia 29 de outubro, em Nova York.

Do meu lado, eu já tinha programado uns dias de folga na cidade exatamente naquela semana. Fiquei feliz com a coincidência – que já era em si um bom sinal. Assim, numa quinta-feira ensolarada, depois de um drinque com amigos no teto do Metropolitan Museum – onde tinha acabado de ver uma mini-exposição em torno de uma verdadeira obra-prima emprestada do Rijksmuseum holandês: “A leiteira”, de Vermmer –, fui a pé até um hotel em Columbus Circle e esperei. Sim, porque esperar faz parte…

A perspectiva não eram muito ruim: Lady Gaga, anunciava seu assistente, atrasaria uma hora para começar as entrevistas. A sugestão era que eu voltasse em uma hora – tempo que gastei então na megalivraria Borders, ali mesmo no Columbus Circle. Quando retornei, o mesmo assistente disse que Lady Gaga já estava lá, que as entrevistas já haviam começado, e que a minha aconteceria dali a mais uma hora. Não posso dizer que reclamei de passar mais uma hora na Borders, mas, só lembrando, estava em Nova York de “folga”… Se ela atrasasse um pouco mais, poderia facilmente arruinar meu programa da noite – e só de pensar nisso eu já começava a ficar um pouco tenso.

No entanto, quando voltei ao quarto do hotel, exatos 60 minutos depois do segundo aviso, veio a boa notícia: eu era o próximo na fila! E menos de um quarto de hora depois eu estava diante de um rosto redondo emoldurado por uma cabeleira loira – muito loira! – vestida num longo preto de cetim (quem, em sã consciência, recebe a imprensa de tarde para entrevistas num longo preto de cetim?), e óculos escuros “banda larga” e praticamente impenetráveis! O que esperar de uma figura assim? Bem, como já disse que a experiência me ensinou… qualquer coisa!

Apesar de ser fã – e, por isso, acompanhar bem sua carreira –, naquela manhã achei que precisava me preparar um pouco melhor para entrevistar Lady Gaga. Assim, mesmo de férias – é bom reforçar –, dediquei boa parte da minha manhã a conferir outras entrevistas que ela havia dado na TV (viva youtube!), apenas para sentir o clima. Ela me pareceu extremamente atenciosa e paciente em quase todas elas (a com Johnathan Ross é a exceção gritante!), especialmente com quem lhe perguntava pela “zilionésima” vez de onde vinha seu nome (para os não iniciados, vem da música do Queen, “Radio Gaga”). Fiz uma anotação mental para não fazer essa pergunta…

Diante dela, porém, toda minha pauta desmoronou. A mulher poderosa dos clipes e das poucas performances no palco que eu pude conferir parecia recatada – quase frágil. Tudo bem que essa era a quarta ou quinta entrevista do dia – essas sessões acontecem sempre em “pacote” –, mas será que ela estava tão cansada assim a ponto de mal projetar a sua não exatamente tímida voz? Seria um personagem? Um truque para eu me compadecer e tentar poupá-la fazendo a entrevista com menos do que os 15 minutos que me haviam sido concedidos?

Nada disso. Aquela impressão inicial era passageira. Não demorou muito para perceber que não era eu que estava avaliando ela, mas ela que estava me “sacando”, tentando descobrir se aquela seria mais uma entrevista protocolar ou ia dar para sair uma conversa interessante. Senti-me desafiado e comecei – confesso – meio nervoso. O que foi bom, pois acho que acertei logo na primeira pergunta: se era mais importante para ela ser reconhecida como uma cantora pop ou uma artista performática…

A resposta para essa – e as outras perguntas – você vai ver em breve no “Fantástico”. Podemos até discuti-las mais para frente aqui mesmo neste blog. Mas eu quero avançar um pouco essa conversa para falar mais das minhas impressões sobre Lady Gaga – aliás, como fiz no próprio livro que já citei (“De a-ha a U2”), depois de ter chegado à conclusão de que boa parte do que é dito nessas entrevistas envelhece, mas a experiência de encontrar essas pessoas fascinantes não!

Apenas de observar seu trabalho eu já podia perceber que Lady Gaga não era uma artista comum. Não estou falando exatamente das qualidades que podem – como já se comenta fortemente – fazer com que ela seja a sucessora natural de Madonna (ela mesma parece que reforça essa idéia!). Mas das sutilezas que fazem dela algo bem mais interessante que uma mera cantora pop. Sim, ela estuda música (clássica inclusive) desde os quatro anos de idade. Sim, ela se infiltrou no circuito das artes alternativas de Nova York ainda adolescente. Mas de alguma maneira a soma dessas duas partes do seu talento acabou resultando em algo muito maior.

Ao discutir sua apresentação no VMA – aquela surreal interpretação para “Paparazzi” – Lady Gaga começou a se abrir e a ficar mais à vontade, falando de sua arte não como uma alavanca pretensiosa, mas com um caminho natural de sua expressão. Ao fazer seu vestido sangrar no palco (sim, isso fazia parte da performance!) ela estava nada sutilmente criticando o culto à celebridade – uma subversão da própria letra da música original. Aliás, por falar em música original, ali e em tantas outras aparições no youtube é possível ver seu virtuoso musical: Lady Gaga não se contenta em apresentar sempre a mesma versão de um sucesso seu; quer sempre explorar novas versões – e, com isso, mexer com a cabeça de seus fãs.

Essa aliás me deu a impressão de ser sua missão maior. Lady Gaga, sem dúvida, está bem mais rica do que há dois anos – e com sua turnê mundial vindo por aí (cujos detalhes mais bizarros, do tipo “é a minha trajetória na terra desde que eu era uma célula!”, ela adiantou na entrevista), vão ficar mais ainda. Seu nome já é reconhecido no mundo inteiro e já está gravado no disputado panteão do pop. Mas se ao longo do caminho você conseguir fazer seus fãs pensarem um pouco mais no que estão vendo e ouvindo, ela fica ainda mais satisfeita.

Quais são, enfim, as duas ou três coisas que aprendi com Lady Gaga? Primeiro de tudo, não julgar um artista apenas pelo seu produto final – tem sempre muita coisa no seu processo criativo que pode te surpreender. Depois, nunca me desanimar com o pop – pois sempre vai aparecer gente com a sofisticação e inteligência como a dela para oferecer ao mundo um trabalho interessante. E ainda, se for para passar uma mensagem maior com sua arte, tente fazer com que ela seja simples e acessível: o que tem que ser maior é a intenção e não o que as pessoas vão receber, já que cada um interpreta tudo do jeito que quiser.

Nesses encontros com celebridades, raras são as vezes que eu lamento quando acaba nosso tempo de entrevista. O feitiço de Lady Gaga fez não só com que eu a perdoasse pelas duas horinhas de atraso, mas ainda com que eu desejasse que o relógio ali parasse por um tempo e obedecesse o comando de um de seus primeiros sucessos: “Just dance”!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minha lista de blogs