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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A FADA FEITICEIRA

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Para onde me levas, ó feiticeira?
Até quando te seguirei neste caminho escarpado, coberto de espinhos, que serpenteia entre as pedras e leva nossos pés aos cumes e nossas almas ao abismo? Segurei a orla de teu vestido e segui-te como uma criança segue sua mãe, esquecido de meus sonhos, absorvido na tua beleza, distraído das sombras que esvoaçam em volta de minha cabeça, atraído pela força misteriosa que se esconde em teu corpo. Pára um momento, ó fada. Estou cansado de andar e minha alma teme os perigos do caminho. Pára. Já atingimos a encruzilhada onde a morte e a vida se encontram. E não darei sequer um passo até que minha alma descortine as intenções de tua alma e meu coração discirna os segredos de teu coração. Ouve, ó fada feiticeira. Ontem eu era um pássaro livre que se movia entre os arroios e pairava no espaço e ao entardecer pousava na ponta dos ramos e contemplava os palácios e os templos na cidade de nuvens coloridas que o sol constrói ao crepúsculo e destrói antes do acaso. E era como o pensamento que percorre, sozinho as terras do Oriente e do Ocidente, alegre com as belezas e delícias da vida, sondando os segredos e mistérios da existência. E era como um sonho: caminhava nas trevas da noite e entrava pelas janelas nas alcovas das virgens adormecidas e brincava com seus sentimentos. Depois passava pelos leitos dos jovens e incitava seus desejos. E sentava-me perto dos velhos e analisava seus pensamentos. Hoje, tendo -te encontrado, ó feiticeira, e tendo absorvido o veneno nos teus beijos, tornei-me um prisioneiro que carrega suas cadeias para onde ele mesmo não sabe; e tornei-me um embriagado que pede mais do vinho que lhe roubou a vontade, e beija a mão que o esbofeteou. Pára um momento, ó feiticeira. Já recuperei minhas forças e quebrei as cadeias que me algemavam os pés, e rejeitei a taça onde bebia um veneno que deliciava. Que queres que façamos, em que caminho queres que andemos? Reconquistei minha liberdade. Aceitas-me, um companheiro livre que fita o sol com pálpebras firmes e agarra o fogo com dedos que não tremem? Abri novamente as asas. Aceitas-me, um amigo que passa os dias movendo-se como um águia entre as montanhas, e as noites dormindo no deserto como um leão? Satisfar-te-ás com o amor de um homem para quem o amor é um comensal e não um dono? Aceitarás a paixão de um coração que deseja, mas não se entrega, e queima, mas não se derrete? Aceitar-me-ás um amigo que não escraviza nem se deixa escravizar? Eis,então, a minha mão: toma-a na tua bonita mão. Eis meu corpo: aperta-o com teus braços macios. Eis a minha boca: beija-a longamente, profundamente, silenciosamente.

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