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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O homem árabe


*O HOMEM ÁRABE*

O Árabe..."quer fazer negôcio, brimo?"

Todo árabe que se preza, tem três gostos peculiares: fazer dinheiro (...ou “dinero”), comida farta à mesa e bom gosto para mulheres bonitas:

Ganhar dinheiro

O dinheiro, sua forma de adquiri-lo e constituir fortuna com ele, vem de séculos. Nômades por natureza, o povo árabe desenvolveu como ninguém a arte da negociação. E o mais engraçado: passa de pai para filho, quase que inconscientemente. Hoje percebo que minha mãe, quando eu era pequeno, fazia negócios em suas compras, com verdadeiro sangue árabe, herdado de meus avós. Eu, menino, só observava: suas palavras, sua forma sutil para demover um vendedor e de remover o valor da mercadoria ao preço que ela realmente desejava pagar ou que valia. E o engraçado é que ela me explicava porque estava fazendo a transação daquela forma. No seu jeito mais singelo, ela estava passando para mim, um tino comercial que duraria por toda minha existência.

O árabe em si, não é um chato fazendo negócios: é um artista. Para ele, é um grande prazer falar, gesticular, comentar, contar uma história antiga, profetizar uma sentença de sabedoria, tudo num clima envolvente e cativante. Ao piscar seus olhos, você acha que fez o melhor negócio do mundo... e ele idem.

Quando encontram alguém que também faz o mesmo tipo de jogo (prazer na pechincha, relutância em adquirir um bem se não tiver melhores condições, e principalmente expor as qualidades com exuberância do bem em questão, para valoriza-lo ao máximo), aí estão realmente fazendo o que mais gostam. Achar alguém do mesmo naipe é o auge comercial para eles.

Está no sangue: “Bara você querido, este breço, melhor breço. Eu só faz isso borque é brá você....Eu não tá ganiando nada com isso, só quer ver você contente.” (experimente colocar a entonação exata, e você dará boas risadas). E sem pressa nenhuma de encerrar a negociação, por aí vai, horas se for necessário. Por fim, um café árabe é servido com cardamomo, é claro, e risadas são trocadas, numa amizade que parece de anos de convívio.

Depois que um árabe faz negócio com você, ele realmente inicia uma amizade que poderá durar para a vida inteira. Antes, será sempre um estranho, sisudo, fechado. Portanto, não estranhe.

Um lembrete: nunca diga que ele está lhe roubando no preço. Prefira falar assim: “Você ganha pouquinho, eu ganho pouquinho, e nós, fazemos negócio”. Pronto... esta é a linguagem.

Comer bem sempre

A comida farta à mesa é conhecida mundialmente. Colocar um árabe sentado à uma mesa com pouca variedade de alimentos, ou porções não generosas é uma ofensa de primeiro grau. Para ele, “o degustar dos alimentos” tem conotação também de encher a vista. Tem que haver mesa cheia e pronto. Precisa se fartar e ver que ainda sobrou muito, mesmo que este prato retorne para a mesa no dia seguinte, juntamente com outros (isso não é problema algum, o tempero pegará melhor...).

E para fazer juz a isso, ninguém pode negar, desenvolveram uma culinária das mais exuberantes e extraordináriamente ricas. Tudo na comida árabe come-se com pão. Podemos arriscar a dizer que os alimentos são comidos com as mãos, dispensando os talheres. O pão, com a agilidade dos dedos, remove qualquer alimento no prato, levando-o saborosamente à boca. Vendo-os comer com tamanho gosto, sua boca automáticamente irá salivar, e você sentirá vontade de fazer igual. Eles dirão à você: “Coll habib, coll... sahténn” (“come querido, come…saúde”) e espero que você prove, pois se não o fizer, estará cometendo a maior de todas as ofensas, cuja pena ... é a morte. Não estranhe, se ele passar um pedaço de pão no alimento e levar diretamente à sua boca, fazendo você comer. É normal. Ver você se encantar com a comida e com o sabor do alimento vai deixá-lo mais à vontade e feliz.

Ligados tanto ao sabor, como aos aromas, fazem da utilização das especiarias orientais um marco. Tudo procede um ritual de condimentos, os quais não podem faltar em nenhum dos pratos. Na comida árabe de verdade (sim, pois também tem aquela adaptada ao sabor brasileiro), tudo tem um sabor peculiar, levemente aparente, mas sempre peculiar. Você coloca na boca e sente algo totalmente diferente do que já sentiu antes. Alguns alimentos chegam a ser até perfumados.

Na cozinha da casa de minha tia Cler, lembro-me quando era criança (5 ou 6 anos de idade), tinha um cheiro de especiarias, que nunca vi em lugar algum: o hortelã seco que ela colocava nos alimentos, a zaatar para comer com azeite e pão, a coalhada seca (labna) no café da manhã (fazia bem para a pele, dizia ela...), o kibe cru (kibe naye) que ela preparava para o almoço e também aquela sopinha de coalhada maravilhosa, dos deuses, que é o xix barak. Quem comeu, jamais esquece. Lá eu iniciei o meu “apreciar” da comida árabe. Lá começou tudo, quem sabe, até a própria Khan el Khalili.

Os grãos são extremamente utilizados na culinária árabe: favas, grãos-de-bico, lentilhas, ervilhas, trigo e muito mais.... Tudo combinado com verduras, legumes e até frutas como romãs, damascos e uma variedade de frutas secas e castanhas que dão além de um ar aristocrático, um sabor exótico quando combinados com as especiarias.

Para nós do Ocidente, é puro deleite. Os sabores e aromas desta culinária tão rica mostra-nos o porquê de tantos reis orientais terem paixão pela variedade e fartura: puro prazer para os sentidos humanos e a alma. O comer bem dignifica a existência.

A satisfação de ver seu convidado satisfeito com uma refeição aflora a generosidade. Quer ver de perto um árabe desconfiado e bravo? Recuse um alimento que lhe é oferecido ou coma pouco à sua mesa. Você não só o inflamará, como mudará visivelmente seu humor.

Portanto, coma sempre sem medo de ser feliz e deixando a culpa para o dia seguinte.

A descoberta da verdadeira culinária árabe, depois das investidas de minha tia, e das experiências, sempre bem sucedidas de minha mãe, vieram também através de algumas pessoas queridas, pelas quais aprendi a respeitar o dom de cozinhar e temperar os alimentos. Sim pois é um verdadeiro “dom” colocar muitos alimentos numa panela comum e combinar seu sabor harmoniosamente com os tempêros. Mais ainda, o decorar dos pratos, trás o carinho e a sensibilidade de agradar à visão. Neste sentido, aprendi com dois grandes conhecedores no assunto.

São eles:

- Mama Leila desde 1982, quando mudou-se para o Brasil (Sit Laila, como a conhecemos), que faz uma "chawarma" divina (felezinhos de carne com tahine, tomates, cebola e especiarias), além de uma "lubie bi zet" (vagem com azeite) para comer com pão que nos faz sentir há 2000 anos atrás; quantas vezes, após a aula de árabe em sua casa, almoçávamos juntos e descobríamos maravilhas em seus alimentos, os quais ela fazia questão de comprar pessoalmente na feira. Ao final, café árabe de verdade (decantado), naquelas xicarazinhas redondas e música para dançar. Este é o ritual. E também jamais poderia deixar de mencionar o :

Grand Chef Benon Chemilian, que dispensa comentários e elogios, pois é um gentleman na apresentação de seus pratos, com sutileza e refinamento nos sabores, que dá gosto apreciar cada uma de suas iguarias; suas mezzeés (pequenas porções) são inigualáveis...

ambos libaneses por excelência, e que deixam em nosso país um legado, provando para todos nós que existe muito mais na mesa do Oriente Médio do que kibes, esfihas e tabule. Sou modesto para dizer que não tenho o mesmo feeling deles, mas que sei apreciar, quando estou diante de uma comida realmente boa. E nisso, eles são campeões.

Seu paladar, num futuro breve, vai pedir estas iguarias e com certeza, você também estará enfeitiçado para sempre. Em casa, tem dias que acordo, em que sou coagido por meu paladar (ou minha vontade!!!), de comer um falafel (bolinho de favas, típico egípcio), ou um kibe labaniye (kibe com uma sopa de coalhada), ou ainda um mjadra (arroz com lentilhas), maravilhoso. Dá até água na boca, só de falar...

Se somos o que comemos, acho que me tornei um beduíno, desde criança, mesmo morando deste lado do mundo.

O Prazer pelo Belo

E por fim, o bom gosto por mulheres bonitas: “Querida, você é tão linda, que eu casaria com você muitas vezes. Ah ... já é casada? Barabéns à ele.... moço de sôooorte. É milionário e nom sabe”.

De galanteadores a maravilhosos amantes. Você ouve maravilhas deste povo que trata mulheres como rainhas, e ao mesmo tempo as subjuga com um desejo de posse que, para nós, chega às raias loucura e do inverossímil. Como explicar tamanho contraste no Oriente? O que existe no homem árabe que encanta mulheres do mundo inteiro? Seria o espírito guerreiro incansável? Seria a generosidade do pai que habita o coração de todos eles? Ou ainda, o amante desesperado de amor arrebatador, disposto à dar a vida por sua amada, e sempre vivendo um amor impossível, cheio de romance? Eu diria que, um pouco dos três, em doses generosas. Isso encanta as mulheres....

O contemplar do belo, mesmo que ele represente um modelo de beleza completamente diferente das mulheres que costumamos apreciar aqui no Ocidente (sim, pois a mulher árabe tem um padrão de beleza antagônico das anorexicas que conhecemos).

O árabe aprecia o belo que existe em cada mulher como ninguém, cria poesia para ele, verbaliza de forma exagerada e dosa com extremo bom humor uma relação. E elas, adoram isso.

À você que comprou este Livro de Receitas Árabes, espero que contemple também este universo vasto e mágico e delicie-se com ele. Tenho passado por isso desde criança, para minha felicidade e a de meu paladar. Muitas surpresas e lembranças me aconteceram desde então... o suficiente para levar para sempre na memória.

Finalmente, devo dizer que estou contente também por você ter adquirido este Livro: afinal... “Eu também brecisa ganiar boquínio,...você ganha boquínio... e a gente faz negócio, habib”

Um abraço e bem-vindo(a) ao mundo da culinária árabe.

Jorge Sabongi

*TEXTO RETIRADO DO LIVRO DE RECEITAS ÁRABES ESCRITO POR "JORGE SABONGI*
Proprietário do Khan el Khalil
uma das maiores casas de shows de dança do ventre do Brasil!!!

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