My Dear friends

This site not work anymore .I have a new site and you can go there visit me. I dont go put more post here anymore ... If you like this blog go there .. I will be there for you ... Olá meus queridos amigos ... agora tenho um novo blog Este site nao funcionará mais , tive alguns problemas. Agora tenho um novo endereco de blog. Nao irei mais colocar post neste blog .. Todas as atualizacoes e novidades estarao no outro endereco .. Acessem... estarei lá pra vcssss Se vcs gostaram desse blog irao amar o outro .. mais atualizado e lindo ... Vamos láaaa .... visitem-me lá .. Beijinhos Lili

Tank for everything !!!

melldesofia.blogspot.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O primeiro herói de ação


O primeiro herói de ação
Postado por Zeca Camargo em 14 de janeiro de 2010 às 15:01

Procurando um presente para um amigo que fez aniversário na semana passada – alguém que, como eu, tem uma sede infinita de cultura pop –, deparei-me com uma pequena “obra-prima” chamada “Inventory”, editada pelo pessoal responsável pelo “The Onion” – o mais engraçado jornal satírico americano (pense, se você tiver mais de 40 anos, em “O Planeta Diário”, muito antes de ele se fundir com “A Casseta Popular” e virar um programa de TV). Na verdade, quem assina o livro é o A.V. Club – um site sobre cultura pop e entretenimento (não exatamente satírico, mas extremamente engraçado), ligado ao “The Onion”, e que é tão bem escrito e inteligente, que eu só posso sentir um pouco de inveja de não existir nada parecido aqui no Brasil (e, se existir, por favor me avise…).

O A.V. Club, quem sabe, merecerá um dia um post só para ele. Hoje, porém, vou falar mais especificamente do “Inventory” – que não é nem o assunto principal, mas é fundamental para se chegar nele… Enfim, o livro é uma debochada e esperta coletânea de listas de cultura pop “obsessivamente específicas”, como está escrito na capa do livro. Quer saber de “8 grandes filmes de diretores com mais de 70 anos”? Eles compilaram isso para você (Robert Altman e Manoel de Oliveira, claro, estão entre eles). “10 grandes músicas quase arruinadas por um saxofone” (um assunto que me é muito caro)? Está lá – e tem até uma canção do The Cure (quer “chutar” qual?). “15 bandas boas com nomes terríveis”? Por que não – eu teria até mais alguns a acrescentar, além de Orange Juice e Prefab Sprout (para ficar apenas em duas que eu adoro!). Que tal “11 trilhas sonoras melhores que os filmes”? Algumas delas: “Purple rain”, “Xanadu” (injustiça!), e até um sobre o qual eu comentei recentemente aqui, “Nick & Norah: uma noite de amor e música”.

“Inventory” – uma idéia tão simples que te inspira a fazer a mesma coisa para passar as horas vagas (estou segurando a tentação) – também merece um dia, quem sabe, um post só dele (se meu amigo me emprestar o livro que eu dei para ele, claro). Mas o que queria destacar hoje, para entrar (finalmente) no assunto principal deste post, é esta lista aqui que o livro traz: “14 tentativas frustradas de começar uma série de sucesso”.

Explicando melhor, títulos que os estúdios de Hollywood tinham grandes esperanças de serializar e transformar em uma franquia lucrativa (como “Batman”, “Indiana Jones”, “Matrix” etc.), mas que simplesmente não vingaram. A relação do “Inventory” vai desde “Dick Tracy”, de 1990 (uma brincadeira inconsequente que envolvia ninguém menos que Madonna!) até “As loucas aventuras de James West” (1999), com Will Smith. “Demolidor – o homem sem medo” (2003), super-herói dos quadrinhos interpretado nas telas por Ben Affleck, também está lá (e se você, como eu sobreviveu a este filme, sabe bem o porquê); assim como a versão “moderna” de “Godzilla” (1998), a grande promessa (não cumprida) dos diretores de “O dia de independência” (1996). Tem até “Sahara” (2005), com Matthew McConaughey – que eu nem imaginava que pudesse virar uma série…

Enfim, fiquei com essa lista na cabeça porque esta semana fui assistir a essa nova adaptação de Sherlock Holmes para o cinema. Será possível que dali vai sair uma nova série, “à la 007”? Viria por aí, pelo menos, um segundo filme? Com aquele final para lá de “aberto” – calma, isso não é um “spoiler”! – e mais a bilheteria de, por enquanto, US$ 165 milhões (só nos Estados Unidos), é bem provável que sim. Mas será que vamos querer ver mais uma aventura desse que eu chamaria – como no título do post de hoje – de “o primeiro herói de ação” (uma brincadeira, claro com o título original de um deslize na carreira de Schwarzenegger…)?

Sabendo que vou levantar algumas sobrancelhas de quem ler isso, eu diria que sim – desde que seja dirigido por Guy Ritchie! Isso mesmo! Madonna, você está ouvindo? Seu ex-marido pode, sim, dirigir bons filmes – desde eles tenham bons personagens. Ah, e bom atores…

Confesso que fui ver “Sherlock Holmes” quase que como uma obrigação. Sem ter assistido a “Homem de Ferro”, sempre tive dificuldade para “entender” o “renascimento” de Robert Downey Jr – um ator que sempre gostei à distância, mas que não me inspirava a comprar ingresso para nenhum filme simplesmente pela sua presença nos créditos… Porém, com tanta publicidade em torno de sua “reinvenção” do clássico detetive inglês, achei que deveria conferir. O fato de Guy Ritchie assinar a direção também jogava contra – eu nunca fui muito seu fã, nem daqueles primeiros trabalhos que lançaram sua carreira, como “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes” (1998). E uma admiração pelos livros do criador de Sherlock, Sir Arthur Cona Doyle – que devorei na minha adolescência (me lembro até hoje do frio na espinha ao ler “O cão dos Baskerville”!) – também contribuía para minha resistência a encarar “Sherlock Holmes”…

Tudo começa muito mal. Em cenas escuras demais – mesmo para a noite de Londres do final do século 19 –, acompanhamos a captura de um assassino místico, Lord Blackwood (Mark Strong), numa sequência que parece um pastiche de Harry Potter. Uma interessante fragmentação do plano de ataque de Holmes (retomada de maneira ainda fascinante depois, numa cena de luta que é quase uma homenagem a “Clube da luta”) quebra um pouco a monotonia dessa introdução. Mas nada parece especialmente cativante na primeira meia hora desse filme.

O Holmes de Robert Downey Jr parecia ter passado um ponto além da caricatura. Apesar de Lord Blackwood ser um clássico vilão, ele não me convenceu logo de cara. E as cenas de ação pareciam se repetir sem muita novidade. Mas aí algo surpreendente aconteceu: num recurso que Ritchie usaria ainda em vários momentos do filme – inclusive nas explicações para todos os mistérios de Lord Blackwood –, ao demonstrar como Sherlock seguiu sua provável ex-namorada, Irene Adler (a ótima Rachel McAdams), uma sequência rápida, fragmentada e deslumbrante vai se revelando diante dos nossos olhos. Uma perseguição sutil, por becos londrinos – que passa até por um pátio onde um circo popular está sendo armado (uma cena que eu achei bonita demais para ser apenas um pano de fundo!) – me cativou aos poucos. E eu não queria mais parar de ver “Sherlock Holmes”.

Passei a olhar tudo de uma maneira diferente. Downey Jr continuava ligeiramente afetado, mas eu já não me importava. O camarada de Holmes – o doutor John Watson, interpretado por Jude Law – passou a não ser apenas um personagem secundário, mas alguém fundamental para a trama. Fiquei mais instigado a desconfiar do lado “místico” do vilão. E as cenas de suspense ficaram ainda mais interessantes (uma delas, no que parece ser um frigorífico de porcos, me pareceu bastante original). Era como se eu me sentisse, enfim, desafiado a me envolver naquilo tudo – uma façanha que, diga-se, “Avatar” não foi capaz de cumprir…

Aceitei o convite ao desafio numa boa – e me senti recompensado. O final – repetindo, isso não é um “spoiler” – é meio “Mandrake”, tipo “Tudo se ilumina”. Mas você logo se lembra que não está vendo nenhum filme de arte – e tudo bem… Até mesmo quando você percebe que existe um “gancho” óbvio para a continuação da “saga” – “Sherlock Holmes 2”, seria o nome? – você relaxa e diz “tudo bem, vou esperar pela continuação…

Vou passar agora pelo menos umas duas semanas sem entrar propriamente num cinema para assistir o filme. Por conta de um novo projeto no trabalho, vou visitar lugares fora do Brasil onde o cinema não será exatamente uma prioridade. Por isso mesmo, de certa maneira, fico feliz de ter (aberto e) fechado minha temporada de cinema de começo de ano com “Sherlock”. Olhando o que está em cartaz nas grandes capitais, poderia ter sido muito pior – imagine… “Alvin e os esquilos 2”…

Assim, viajo feliz – tentando espantar a fase ruim, olhando para novos horizontes (sobretudo geográficos!), e com a certeza de que quando algum amigo me perguntar se estou melhor, eu poderei responder com a frase que o próprio Robert Downey Jr não fala sequer uma vez neste seu novo filme, mas que assim mesmo é uma marca (ainda que duvidosa) de seu personagem… “Elementar, meu caro Watson”…

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minha lista de blogs