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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A pedidos: mais Gaga (de um ângulo talvez inesperado)


A pedidos: mais Gaga (de um ângulo talvez inesperado)
Postado por Zeca Camargo em 16 de novembro de 2009 às 16:03

Lady Gaga - Paparazzi


Lady Gaga - Bad Romance


Caro fã de Lady Gaga, esse post é para você. Se você, no entanto, não se encaixa neste grupo, não desanime: siga na leitura – e, se puder, contribua com minha sondagem sobre música pop e música clássica. Espere: agora talvez seja você, fã de Lady Gaga, que queira abandonar o texto, mas o mesmo apelo vale para você: não desista. Pois eu vou falar justamente do último vídeo da cantora – na verdade, da sua mais nova música, “Bad romance” (um pedido de boa parte das pessoas que deixaram seus comentários para o último post. Que, aliás, é genial. E que me fez lembrar dessa espécie de ponte que aparece, de vez em quando, entre a música pop e a música clássica.

Você foi uma das mais de nove milhões de pessoas que – até agora – assistiram ao novo vídeo no youtube? (Eu mesmo tenho o orgulho de ter contribuído com cerca de doze “clicadas” no link). Pergunto, porque é mais fácil acompanhar o que vou escrever agora se você está pelo menos familiarizado com “Bad romance”. Aliás, mesmo que você já tenha ouvido a música, clique lá de novo para a gente continuar “no clima”. Eu espero…


Reparou na introdução? Aquele estranho som que abre a canção vem de um instrumento que raramente aparece numa música pop: um cravo! Essa porém não é a única indicação de que uma inspiração erudita pincela o novo sucesso de Lady Gaga – isso seria, aliás, óbvio demais, e eu mesmo não esperaria um truque tão fácil dessa artista que, como você talvez tenha conferido no último “Fantástico” , é bem mais que uma cantora pré-fabricada. A verdadeira pista vem logo em seguida na canção, quando entra aquele coro tipo “ô-ô-ô-ô”. Lembra? Pode ser maravilhosamente aproveitado num belo show de estádio (como os que ela está planejando fazer em sua turnê mundial). Mas tente cantar sozinho “bocca chiusa” (Wikipédia – já!) e veja se ele não lembra um bom momento de uma inspirada ópera de Puccini…

Aqui e ali em “Bad romance”, Lady Gaga – que desde pequena, como todo bom fã sabe, foi boa no piano – solta pinceladas de virtuoso (no sentido mais musical possível) que ao mesmo tempo que são sofisticadíssimas, passam quase despercebidas na música – um segredo que, como ela me contou na entrevista, ela já tinha detectado nos Beatles! Se você é mais estudioso de música do que eu (o que não é difícil), tenho certeza de que vai identificar esses momentos com bem mais facilidade que este que vos escreve… De qualquer maneira, bem no fim da canção, Gaga solta a evidência definitiva: um jogo de sílabas musicais – quase “a capella” (além das vozes, apenas palmas no acompanhamento) – que seria digna da banda que foi pioneira nesse “truque”: o Queen!

Isso mesmo – o Queen!

“Bohemiam rhapsody” é, claro, o exemplo mais fácil de citar de toda a obra irreparável desses ingleses. Mas nem é preciso ser muito fã (eu sou!) para lembrar de outros momentos “eruditos” do Queen. Aquele pequeno coral que antecede o refrão de “We are the champions”, que tal? Ou o interlúdio instrumental de “Love of my life”? Tem também aquele clímax de “Somebody to love”, que começa baixinho e explode no final. E, em termos de sofisticação, acho que nada supera a incrível “Bycicle race”.

Fãs do Queen já devem estar ensaiando suas linhas indignadas para me mandar um email, em retaliação por eu ter feito uma comparação tão “plebéia”. Mas o que é mais leviano: eu tentar aproximar uma das artistas mais populares da atualidade de uma das bandas mais geniais que o pop rock já teve – ou o preconceito de que não quer nem dar uma chance para essa comparação? Afinal, é tudo música! Você pode até dizer que gosta mais de uma do que de outra – mas não que uma é melhor que a outra… Mas eu divago…

Voltando ao inegável elo entre música clássica e música pop, o Queen é só o nome que vem à cabeça. Mas essa ligação aparece nas canções mais inesperadas. Veja só: há alguns anos eu estava numa mega loja de discos (faz tempo – elas ainda existiam!) quando ouvi o que parecia ser um reggae antigo e fiquei completamente hipnotizado. Saí perguntando e descobri que se tratava de uma coleção de raridades (“Studio One”), que comprei na mesma hora. E quando ouvi mais atentamente a faixa em questão, “King street”, na voz de um injustamente esquecido grupo de mulheres que se chamava The Soulettes, tive uma espécie de revelação, uma epifania: aquilo parecia uma pequena composição de música barroca, mas havia sido gravada nos anos 60… e na Jamaica! Como isso era possível? Bem, chama-se música… Mas vamos avançar no tempo.

Nos anos 70, o rock progressivo bebeu “legal” na fonte da música clássica – e eu posso provar isso, já que fui um dos (hoje) “dinossauros” que assistiu à performance de Rick Wakeman quando ele passou pelo Brasil (quase nenhuma banda vinha tocar aqui naquela época – mas eu seu que isso não é desculpa…). E mesmo a “disco”, que dominou a segunda metade daquela década, além de “samplear” muita coisa (antes mesmo desse verbo existir!), tinha lá seus compositores com inspiração clássica – como o italiano Giogio Moroder, para citar apenas um (seu sensacional arranjo de “I feel love” para Donna Summer não estaria tão deslocado numa missa emocionada numa igreja da Europa no século 18!).

Por falar em música sacra, já reparou que “Rapture”, do Blondie – considerada a primeira música “rap” de um artista não negro –, tem um quê de “spiritual”? E, nessa mesma linha, não vamos nem falar de Madonna com seu “Like a prayer”… E seria demais sugerir que “Fall on me” – uma das mais bonitas músicas do R.E.M. –, harmonizaria muito bem no meio de uma liturgia?

Quer sair do universo religioso? Muito bem! Portishead (eu sei que os violinos de “Glory Box” são sampleados de Isaac Hayes, mas pense na estrutura dessa e de outras músicas da banda); alguma coisa do Blur (“Out of time”, digamos); Primal Scream (o que é “Come together” se não um bom “gospel”?); The Verve (“Bittersweet symphony” é chupada dos Rollins Stones, todos sabemos… mas você entende o que eu quero dizer? Se não entende, ouça também “The drugs don’t work”); Coldplay (pense na introdução de “Viva la vida”); e praticamente tudo do Radiohead! As “evidências” são tantas (se você lembrar de mais uma, pode mandar um comentário!), que fico até sem graça de entregá-las todas assim para você, correndo o risco de tirar o prazer da sua descoberta…


Enfim, fiz essa breve “linha do tempo” para chegar em Lady Gaga e seu “Bad romance”. Se não cheguei a convencer quem não é fã, pena. Só lamento – talvez seja um conceito “radical demais”, que leve um tempo até fazer sentido… Ou então, nem é preciso insistir nisso: basta assistir ao vídeo mais uma vez, para apreciar o “conjunto da obra”… Quem faz um clipe tão exuberante, sofisticado, divertido – e até mesmo engraçado (tive um ataque de riso, na primeira vez que vi aquela cena final!) – hoje em dia?

Lady Gaga!

Vida longa à Rainha!

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