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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Radio Fenomen - Istambul

Radio Fenomen
Postado por Zeca Camargo em 25 de janeiro de 2010 às 14:22

Não, não há nenhum problema de acentuação ou de ortografia no título do post de hoje. É assim mesmo que se escreve o nome da melhor rádio FM que ouvi esses dias em Istambul (sim, a vista maravilhosa que citei no meu último post é do meu hotel em Sultanahamet, na parte antiga da cidade, com vista para o Bósforo – mais sobre isso daqui a pouco). Acredite: durante o trabalho, foram horas dentro de um carro – uma vez que um dos problemas que viemos conferir nesta mega cidade é justamente o trânsito. Mas sempre havia a Radio Fenomen para me salvar.

Foi lá que ouvi a nova música de Sade, a sublime (o adjetivo que não me canso de usar para qualquer música dessa cantora, que ouvi pela primeira vez quando boa parte dos leitores que passam por aqui ainda não havia nascido – seu novo álbum está previsto para sair em fevereiro, e fecho desde já com você um compromisso de escrever sobre ele assim que for lançado!). Foi também na Radio Fenomen que constatei a “viciante” música de Rihanna, “Te amo”, mostrou-se capaz de cruzar fronteiras e conquistar também as ondas (e as pistas) turcas! Sem falar que foi sintonizando no 100,4 – imagine, decorei até a frequência! – que ouvi também o novo sucesso de Tarkan; conheci o trabalho do cara que era seu vocalista e agora aparentemente faz mais sucesso que ele; o “hit” (merecido) de uma bizarra dupla de mulheres chamada Bengü – e mais o irresistível charme de um cantor chamado Nefes… Sem falar em tantos outros que eu ouvi na FM e não consegui descobrir quem era!

Esses últimos nomes – todos os outros que não são nem Sade nem Rihanna – são, claro, artistas superconhecidos do pop turco. São tantos, que uma breve passagem por uma loja de CDs – em Istambul, felizmente, elas ainda não estão em extinção! – num final de tarde me deixou tão entusiasmado a ponto de eu beirar a vertigem. Nomes e mais nomes para escolher, cada um estampado numa capa mais tentadora que a outra (todas, claro, com uma foto superproduzida do artista em questão encarando a câmera com um olhar nunca menos que fatal – os homens, salvo engano, usando ligeiramente um pouco mais de maquiagem que as mulheres), e com a promessa de sons instantaneamente cativantes? Não resisti… Acabei gastando uma pequena fortuna na D&R – com a promessa de ainda consumir um pouco mais assim que entrar no seu site.

Ainda nem deu tempo de ouvir tudo – imagine. Mas com uma pequena amostra, mais a ajuda preciosa da Radio Fenomen, apesar do meu desgastante itinerário de trabalho, eu fiz uma viagem excepcional pelo pop mundial – com um inevitável acento turco.

Uma das teclas que mais gosto de “bater” é a de que a gente sempre deve estar aberto para outros sons. Isto significa, claro, bem mais do que mostrar que você tem um gosto, hum, eclético por música. Um simples exercício de ouvir coisas a que você não está acostumado pode significar bem mais que uma aventura musical – digamos, uma predisposição para entrar em contato com coisas diferentes. E, no meu caso, o melhor caminho para isso foi sempre o da música pop.

Na própria Turquia, isso não foi diferente. A primeira vez que visitei Istambul – esta foi a quinta! – foi em 1998, de férias. Com bem mais tempo livre do que nesta última passagem, entre uma visita a Topkapi e uma compra no Grande Bazar, eu vagava por horas em livrarias (que saudades da Pandora, no bairro de Beyoglü – que desta vez não consegui pegar aberta!), e em lojas de CD, às vezes simplesmente esperando ouvir uma canção que me inspirasse, para chegar no balcão de informações, com meu turco que era praticamente inexistente (hoje, pelo menos, consigo falar meia dúzia de palavras e articular duas ou três frases bem curtas), e perguntar o que estava tocando.

Foi assim, por exemplo, que encontrei o já citado Tarkan – que o Brasil conhece “por tabela” graças a mais uma versão duvidosa do Latino (que ficou conhecida como a “música do beijinho”, lembra?). O que o Latino tem que não consegue emplacar com uma “obra” de sua própria lavra? Mas eu divago…

Voltando a 1998, além de Tarkan, fiquei fã de mais um punhado de cantores e cantoras cujos nomes estão lá compondo a prateleira da minha casa – de onde estou longe para citar aqui (esta etapa da viagem só termina em meados desta semana). E sempre que tive a chance de visitar Istambul, repetia a experiência de descobrir novos sons – sem nunca me decepcionar. A diferença agora é que eu conheci a Radio Fenomen! E, enquanto passava longos trechos do dia a ouvir sua programação (teve um final de tarde que ficamos exatos 25 minutos sem sair do lugar numa das principais avenidas da capital turca!), pensei como a abertura musical que ela me inspirava tinha a ver com a minha experiência de viajar.

Até ter esse “click”, eu planejava dar outro título para o post de hoje: “Como fazer amigos e ser influenciado por outras pessoas” (uma brincadeira, claro, com um “clássico” da literatura de auto-ajuda – se é que existem “clássicos” dessa literatura… – chamado “Como fazer amigos e influenciar pessoas”). O que eu queria escrever originalmente não era sobre música pop, mas sobre a capacidade que a gente tem (e muitas vezes desperdiça!) de se conectar com pessoas diferentes quando a gente viaja. Pensei em falar sobre isso, sobretudo, por conta de duas pessoas incríveis que encontrei nessa nova aventura: o Raissam, no Cairo, e a Dilara, em Istambul. Mas aí veio a inspiração da Radio Fenomen – e não é que o post ficou com jeito de que eu ia falar só sobre música? Vamos então corrigir isto já!

Primeiro o Raissam. Seu nome, claro, não se escreve desta maneira – pelo menos não em árabe, que é a primeira língua dele. É possível encontrar também a grafia “Haisam” – mas seria como as pessoas de língua inglesa o escreveriam, e eu prefiro, no caso, aportuguesar. Raissam era nosso guia, produtor e tradutor durante nossas peripécias egípcias – e como toda pessoa que exerce funções assim nessas viagens, antes de conhecê-lo, ele era para nós um enigma.

Já aprendi a esperar de tudo desses assistentes – dos mais “malas” aos mais divertidos; Raissam, como você já pode imaginar, enquadrou-se na segunda categoria. Sempre vestido elegantemente de preto – ou ele tinha levado várias roupas idênticas ou ele tinha a lavadeira mais eficiente de todo Egito ao seu dispor, pois ele estava sempre impecável com a mesma indumentária todas as manhãs (e foram cinco!) –, ele foi um dos caras mais prestativos com quem já trabalhei. E isso num país onde “prestativo” é um adjetivo que você quase esquece de usar.

Sem pestanejar diante dos pedidos mais absurdos da nossa equipe – lembrando, claro, que no Cairo, o simples fato de gravar numa feira pública pode terminar num ensaio de apedrejamento (uma história que eu prefiro deixar para uma outra oportunidade) –, Raissam ia lá, conversava com seus compatriotas e… resolvia! Com seu português ainda engatinhando (apesar de um workshop que ele fez em Lisboa – e que se tornou uma de suas cidades favoritas no mundo), e nosso árabe não avançando além do “chokrum” (“obrigado”!), conversávamos em um inglês fluente e relaxado.

A curiosidade nossa (minha e da equipe que viaja comigo) sobre a cultura egípcia era igual em intensidade à que Raissam tinha sobre a nossa. Além do árabe e do inglês, ela ainda falava grego com naturalidade (aprendeu, imagine, para continuar amigo de uma família – grega – com quem não queria perder contato) e arranhava um bom francês. Aos 29 anos, tinha interesses dos mais diversos, e era muçulmano praticante (apesar de não o termos visto rezando nenhuma vez – o que não significa muita coisa…). Sabia rir das ironias (nem sempre tão engraçadas) de morar num país com tanta burocracia, e “atormentava”, no bom sentido, com duas “campanhas” quase convincentes: pare eu ter um perfil no Facebook (não, esse que você achava que era meu é falso!); e para que, na próxima visita ao Egito passássemos por sua cidade natal, Alexandria – adorava bater no peito e dizer: “sou do mediterrâneo”.

Como não ficar amigo de um cara assim?

Agora vejamos a Dilara. Não a conheci apenas nesta viagem, mas quando estive em Istambul em 2004 – se você já passou os olhos no meu livro “A fantástica volta ao mundo” vai se lembrar dela. Nesses anos todos, mantive apenas um contato superficial com ela. Mas quando cheguei para gravar no seu “novo” restaurante – ela é “chef” e antes tinha um lugar bem menor do que esse, que se chama Abracadabra – ela não hesitou em me tratar com se tivesse passado a noite anterior comigo, bebendo e fumando narguilé (aquele quase curioso “cachimbo de água” perfumado que tanto encantam os turistas novatos no Oriente).

Ávida defensora da cozinha orgânica – neste inverno turco, por exemplo, ela simplesmente se recusa a usar tomates frescos em seu cardápio, já que não é a estação –, Dilara parece que flutua por sua cozinha. Que, diga-se, na tarde em que visitamos para uma gravação, tinha nada menos que cinco nacionalidades representadas – de outro “chef” afegão (que me deu de presente uma garrafa do seu molho especial para carne à base de wasabi, o que me deixou emocionado!), a uma senhora francesa que era, conforme Dilara explicou, algo entre uma voluntária e uma convidada especial das sextas-feiras (havia ainda dois assistentes, um filipino e uma grega, e mais vários turcos circulando por lá).

Dilara já morou em várias partes do mundo (ela não parou de me cobrar de um convite que eu fiz para ela ir cozinhar por um tempo no Brasil), mas não pode imaginar-se vivendo em outro lugar que não em Istambul – ainda mais agora que seu filho de quatro anos (que faz da cozinha seu playground) vai entrar para a escola. Eu a chamaria mais de uma artista do que uma cozinheira, já que ela está conectada com pessoas que se expressam em várias artes – e ainda é uma experimentadora de sabores de curiosidade infinita.

Mas ela é sobretudo uma amiga – e que amiga interessante! Diferente de Raissam, mas ao mesmo tempo muito próxima dele no sentido de que são, os dois, pessoas que eu me orgulho de ter conhecido – e das quais quero ficar amigo para sempre.

São pessoas, claro, bastante diferentes de mim – e talvez seja isso que as torna tão fascinantes. Como eu sugeri já neste texto, que bom que é ficar aberto para experiências que não são as já conhecidas! Assim como na programação da Radio Fenomen – que traz sempre uma surpresa –, a última coisa que quero é saber a próxima coisa que vai acontecer na minha vida. Muito menos quem é a próxima pessoa de quem eu vou ficar amigo…

Quero mais é Dilaras, Raissans, Fionas, Facundos, Tamais, Ksenofontes, Batsies, Mustaphas e quem mais o DJ que cuida do meu destino – se é que tem alguém no controle… – quiser “tocar”. Enfim, quero viver na Radio Fenonem! E daqui da janela do meu quarto por onde, mesmo de noite, eu consigo ver o Bósforo, de tão brilhante – noite essa que está ainda mais iluminada com a forte neve que cobriu Istambul de um branco inesperado –, eu suplico que a música não pare jamais…

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