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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tudo passa – e tudo bem…


Tudo passa – e tudo bem…
Postado por Zeca Camargo em 02 de novembro de 2009 às 09:37

Hoje eu vou partir alguns corações. Não é por maldade. É pura nostalgia – como você já vai entender.

Na verdade, o primeiro coração que se partiu foi o meu, ao sair ontem de uma entrevista com dois atores que “talvez” você conheça (nota para quem ainda acredita que ironia e internet são incompatíveis: as aspas servem justamente para isso!): Taylor Lautner e Kristen Stewart – respectivamente à esquerda e à direta na foto –, estrelas do segundo filme da saga “Crepúsculo”, “Lua nova”, que estreia neste mês, no mundo todo. Já falo da entrevista, mas antes preciso descrever o saguão do hotel onde a entrevista aconteceu: meninas de todas as idades (e se você acha essa frase estranha, não conhece nenhuma fã de “Crepúsculo”…) olhavam para todas as direções do grande espaço na esperança de ver, ainda que por alguns segundos, um rastro dos atores. Elas sabiam que eles estavam por ali – na verdade, a entrevista aconteceu no mezanino do lobby –, mas não sabiam de onde eles poderiam aparecer. Como os próprios lobos que circulam – em incríveis efeitos especiais – nas cenas de mais ação em “Lua nova”, elas sentiam que os objetos de sua adoração estavam por perto. E avidamente esperavam qualquer novidade sobre eles.

Como eu sei disso? Porque fui assediado por um considerável grupo de fãs ali mesmo. Queriam saber tudo: se eles eram simpáticos; que roupa a Kristen estava usando; se estavam felizes de passar pelo Brasil; se o Taylor era “lindo!”; se eles se davam bem (?); o que nós conversamos; quanto tempo iriam ficar no Brasil; por que o Edward (interpretado pelo ator Robert Pattinson) não veio; se ele viria; quem falava mais, a Kristen ou o Taylor; e, na mais inesperada de todas as perguntas, qual era o quarto em que eles estavam hospedados!

E essa agitação toda era só entre o grupo “seleto” que tinha conseguido acesso às dependências do hotel – fico me perguntando se todas aquelas fãs tinham se hospedado no local só para ter a oportunidade (remota, diga-se) de cruzar com um dos atores pelos corredores, ou quem sabe na piscina (como aconteceu com a filha de uma amiga minha que passou o fim-de-semana lá exatamente com este propósito!). Do lado de fora, nas calçadas, invadindo a rua, algumas centenas (milhares, segundo cálculos mais otimistas) de fãs corriam de um lado para o outro buscando a mesma coisa: um flash de seus ídolos por alguma fresta das inúmeras portas e janelas da fachada do hotel. E como gritavam…

Passei muito rápido por essa cena, mas o retrato do que vi foi suficiente para mexer com minha memória e lembrar do tempo em que eu tinha ídolos. Veja bem, não é que eu não os tenha mais, muito menos deixo de colecionar alguns novos – só para dar um exemplo, acabo de entrevistar em Nova York um deles: ninguém menos do que Lady Gaga (mais sobre esse encontro surreal, em breve, aqui mesmo neste espaço!). Mas a saudade que me bateu ao ver aquelas fãs de “Crepúsculo” no hotel de São Paulo foi de um tempo em que eu vivia para esses meus ídolos – isto é, eu vivia em função deles!

Minha praia, especialmente quando eu era adolescente, era mais a música do que Hollywood. Assim, se você descontar uma certa obsessão que eu tive com o personagem que John Travolta interpretava em “Os embalos de sábado à noite” – o impagável Tony Manero –, meu negócio mesmo era música. E quando eu comecei mesmo a me interessar pelo assunto, nenhuma informação era demais sobre um artista ou uma banda que eu adorava.

Para te dar uma idéia, limpando algumas estantes recentemente, sabe quantos livros sobre a banda Culture Club eu encontrei? Dezesseis! Ganhou até de Madonna – contei 14 livros sobre a cantora… todos de antes de 1985! Outros artistas, em escala bem menor, também mereceram destaque na minha, hum, biblioteca: cinco livros sobre o Soft Cell, quatro do Depeche Mode, três do Spandau Ballet – isso mesmo, três do Spandau Ballet! –, outros três da Sade, sem contar as várias bandas que compareciam com um livro só, inclusive duas bizarrices chamadas Strawberry Switchblade e Haysi Fantayzee (responsável, na minha opinião, por um dos discos mais estranhos e fascinantes da década de 80, mas eu divago…). E ainda tinha, claro, os Smiths – cuja bibliografia que eu consegui juntar na época somava pouco mais de meia dúzia de livros, mas o volume de artigos publicados em revistas estrangeiras (internet nem era acessível na época, claro) e miscelânea abarrotava nada menos que oito pastas!

Eu adorava esse pessoal! Era o começo dos anos 80 e a possibilidade de um desses artistas fazer um show por aqui era ínfima! O que um “pobre” fã poderia fazer a não ser colecionar o maior volume de dados possível sobre seus ídolos e trocar informação com outros fãs e amigos? Isto é, se é que a gente podia chamar aquilo de informação… A maioria desses livros – na verdade, brochuras “turbinadas” – apenas juntava alguns fragmentos de entrevistas dos artistas, com biografias genéricas e superficiais, e mais uma colagem generosa de fotos. Mas eu decorava – e recitava em voz alta – cada “pérola” sobre aqueles artistas!

E mais! Eu não conseguia entender como tinha gente que não gostava deles! Sim, eles eram estranhos! Sim, eles eram diferentes! Mas o trabalho deles era divino! Como isso não era um “consenso universal”? E foi mais ou menos essa saudade que me deu quando vi todos aqueles fãs delirando por Kristen e Taylor! Nos olhos daquelas meninas – e, repito, estou falando de meninas de todas as idades – tinha um misto de inveja (por eu ter chegado perto daquelas “divindades”) e ao mesmo tempo confusão: com eu tinha passado pela experiência “transcendental” de ter conversado com eles e não estava em êxtase?

Que delícia que foi ver aquela vibração! E se bateu tão forte em mim, foi porque eu já senti alguma coisa assim em outros tempos… Não apenas a indignação de não entender como seus ídolos não são adorados por toda a população terrestre (e, talvez, intergalática!), mas ainda a crença de que nada que surgisse depois pudesse superar o brilho deles. Quando eu era um fã desses, tinha a certeza absoluta de que iria gostar na mesma intensidade daqueles artistas para o resto da minha vida… Ainda gosto de vários deles – como quem me acompanha aqui sabe muito bem, sobretudo no que se refere aos Smiths, mas o que me falta agora é a ilusão de que essa “paixão” vai ser igualzinha, para sempre…

Não falo sobre isso para me encher de melancolia nem para, como brinquei no começo do texto partir o coração de um fã – seja de “Crepúsculo”, seja de “Harry Potter”, seja de qualquer outra mania que a gente sempre vai achar que não vai ser passageira… O que eu quero é celebrar com essa lembrança o talento desses nossos ídolos, que, justamente, fazem a gente acreditar que o fascínio que eles exercem sobre nós vai ser eterno! Se você, que agora me lê, também pensa assim, vamos conversar daqui a dez anos? Tenho certeza de que você vai olhar para trás e pensar: “como eu pude ser tão alucinado (ou alucinada) por isso?”. Mas não se preocupe. Eu garanto que o que você vai sentir ao procurar uma resposta não é um arrependimento, mas essa mesma saudade boa que eu sinto agora: a de como é bom abraçar uma coisa maior chamada cultura pop!

Ah! E a entrevista com Kristen e Taylor? Bem, você pode revê-la quantas vezes quiser no site do “Fantástico”, mas posso adiantar que eles foram extremamente simpáticos! E falantes! E entusiasmados com a receptividade dos fãs no Brasil! Falamos por uns bons 20 minutos – sobre o novo filme, claro, mas também sobre a carreira dos dois atores, viagens, experiências diversas, além de uma espontânea troca de elogios. Eles só não me contaram em que quarto estavam hospedados…

O tempo com Kristen e Taylor passou rápido, mas imagino que passaria mais ainda se eu estivesse na pele de uma das fãs que aguardavam ansiosamente do lado de fora do hotel por um aceno! Segue o sonho…

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