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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amália Rodrigues - A Raínha do Fado (01-07-1920 / 06-10-1999)


Amália Rodrigues - A Raínha do Fado
(01-07-1920 / 06-10-1999)

Faz hoje 10 anos que nos deixou para sempre a Rainha do Fado, aquela que levou o nome de Portugal, a cultura portuguesa, a língua de Camões e o Fado a todos os cantos do mundo – Amália Rodrigues.

Como forma de a homenagear e a recordar neste dia, tentaremos resumir a sua extensa biografia, o que, diga-se desde já, não é obra fácil!...





A infância e a juventude


Amália da Piedade Rodrigues, filha de pais naturais da Beira Baixa, terá nascido, segundo o seu assento de nascimento, no dia 23 de Julho de 1920, em Lisboa, na freguesia da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o seu aniversário fosse celebrado a 1 de Julho ("no tempo das cerejas"), dizia: “talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes”.

Os seus pais, por dificuldades de subsistência, regressam para a Beira Baixa deixando Amália, a quinta de nove filhos, em Lisboa a cargo dos avós maternos.

Cedo se revela a sua faceta de cantora. Amália era muito tímida, mas começa a cantar tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia, a pedido do avô e dos vizinhos.

Aos 9 anos, a avó manda-a frequentar a Escola Primária da Tapada da Ajuda. É numa festa da escola que Amália canta pela primeira vez em público. Porém, devido a dificuldades económicas, é obrigada, aos 12 anos, a interromper a frequência da escola.

Trabalha então como bordadeira, engomadeira e depois como tarefeira nas fábricas de bolos da Pampulha, em Lisboa.

Aos 14 anos decide ir viver com os pais, que regressaram entretanto a Lisboa, e passa a viver na zona operária junto ao Tejo.

Aos 15 anos vai vender fruta, juntamente com a mãe e a irmã Celeste (mais tarde outra fadista de renome), para a zona do Cais da Rocha, e torna-se notada devido ao especialíssimo timbre da sua voz.

Nas festividades de Santo António de Lisboa, em 1936, integra a Marcha Popular de Alcântara, depois dos seus responsáveis a terem ouvido cantar na rua. Canta como solista o “Fado de Alcântara”, ficando as marchas populares para sempre no seu reportório.

É em 1939 que se estreia como fadista profissional no “Retiro da Severa”, a casa de fados mais importante da época, a par com grande nomes do fado como Armandinho, Jaime Santos, José Marques, Santos Moreira, Abel Negrão e Alberto Correia. Interpreta três fados.

Conhece nessa altura o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um guitarrista amador, com quem casará em 1940, casamento que apenas dura dois anos.






A carreira

Alcança grande êxito no Retiro da Severa e o seu sucesso espalha-se por toda a Lisboa, tornando-se a vedeta do fado com uma rapidez notável.

Passa a actuar também no Solar da Alegria, no Café Mondego e no Café Luso, como artista exclusiva e já com reportório próprio. Ao tornar-se o nome mais conhecido de todos os cantores de fado, faz com que por onde actue as lotações se esgotem. Em poucos meses atinge tal reconhecimento e popularidade que o seu cachet é o maior até então pago a fadistas.

Estreia-se no teatro de revista em 1940, no Teatro Maria Vitória, como atracção convidada da peça “Ora Vai Tu”. É aí que Amália inventa a fadista vestida de negro e com xaile negro. Muitas outras estreias em revistas se seguem, onde canta alguns dos fados que virão a ser alguns dos seus grandes sucessos.

No meio teatral que encontra o compositor Frederico Valério que, compreendendo toda a beleza da sua voz, virá a compor-lhe muitos dos seus fados de grande êxito.

Em 1943, após o seu divórcio, actua pela primeira vez fora de Portugal. A convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira canta em Madrid. Aí assiste a grandes espectáculos de flamenco, música com a qual se identifica. É a esta viagem que Amália atribuía o seu prazer em cantar canções espanholas e flamenco.

Em 1944 consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta “Rosa Cantadeira”, onde interpreta o “Fado do Ciúme” de Frederico Valério.
Em Setembro do mesmo ano, chega ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no Casino Copacabana. Aos 24 anos Amália tem já um espectáculo concebido em exclusivo para ela. A recepção é de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. É convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos.

É no Rio de Janeiro que Frederico Valério compõe um dos mais famosos fados de todos os tempos: “Ai Mouraria”, estreado no Teatro República.

É também no Brasil que Amália grava os primeiros discos de 78 rotações, que serão vendidos em vários países, motivando grande interesse das companhias de Hollywood.

Em 1947 estreia-se no cinema com o filme “Capas Negras”, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição. Um segundo filme, do mesmo ano, é “Fado, História de uma Cantadeira”, cuja interpretação lhe valeu o Prémio SNI para a melhor actriz de cinema.

Amália é apoiada por artistas nacionalistas como Almada Negreiros e António Ferro. É este que, em 1949, a convida a cantar pela primeira vez em Paris no Chez Carrère e em Londres no Ritz, em festas do departamento de Turismo que o próprio artista organiza.

A internacionalização de Amália aumenta com a participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall, o plano de apoio dos EUA à Europa do pós-guerra, em que participam os mais importantes artistas de cada país. O êxito repete-se por Trieste, Berna, Paris, Berlim e Dublin. É durante um espectáculo nesta cidade, onde canta a canção Coimbra que, atentamente escutada pela cantora francesa Yvette Giraud, esta a virá a popularizar em todo o mundo como “Avril au Portugal”. Em Roma, Amália actua no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira num espectáculo em que figuram os mais famosos cantores da chamada música clássica.

Em 1951 estreia “Vendaval Maravilhoso”, um filme de Leitão de Barros e um dos preferidos de Amália entre aqueles em que participou. Faz neste mesmo ano uma digressão por África, cantando em Moçambique, Angola e Congo Belga.

Em 1952 canta em Nova Iorque, onde ficou 14 semanas em cartaz e faz as primeiras gravações nos estúdios da EMI, em Londres.
Em 1953 Amália torna-se na primeira artista portuguesa a actuar na televisão americana no famoso programa Coke Time with Eddie Fisher. Canta nesse mesmo ano em Genebra, Lausana e Madrid.
É de 1954 também o seu primeiro álbum, “Amália Rodrigues Sings Fado From Portugal And Flamenco From Spain”, publicado nos EUA pela Angel Records.

No ano 1955 participou no filme “Os Amantes do Tejo”, de Henri Verneuil, onde interpreta a “Canção do Mar” e “Barco Negro”. Filma no México “Musica de Siempre” com Edith Piaf.
A 10 de Abril de 1956 estreou-se no famoso Olympia, de Paris, numa das festas de despedida de Josephine Baker. Começa a cantar em francês e Charles Aznavour escreve para ela “Aie, Mourrir pour Toi”.

Em Novembro de 1958 estreia-se na televisão portuguesa no papel principal da peça “O Céu da Minha Rua”, adaptada de uma peça de Romeu Correia.

É nesta época que Amália canta os grandes poetas da língua portuguesa, Camões, Bocage, além dos poetas que escrevem para ela, Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill. Conhece também Alain Oulman que lhe compõe várias músicas.

O seu fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos presos políticos que se encontravam presos em Peniche. Amália escolhe para cantar um poema de Pedro Homem de Mello, “Povo que lavas no rio” que ganha também uma dimensão política.

Em 1961 confirmam-se os boatos que desde há muito andam no ar, Amália casa-se no Rio de Janeiro com o engenheiro César Seabra e anuncia que vai abandonar a carreira artística passando a viver no Brasil. Um ano depois, contudo, Amália regressa a Lisboa.

Em 1963, em Beirute, é tal o seu prestígio que a convidam a acompanhar com os seus fados uma Missa de Acção de Graças pela independência do Líbano. E irá continuar sempre a voltar a vários países que não se cansam de a reclamar.

Em 1965, Amália atinge a sua melhor interpretação no cinema em “As Ilhas Encantadas”, filme baseado numa novela de Herman Melville. Neste filme, diferente de todos os outros da sua carreira, Amália pela primeira vez não canta. Volta a receber o prémio de melhor actriz e no ano seguinte aparece no filme francês “Via Macau”.

Em 1966 é editado o primeiro disco em que recria o folclore, a que mais dois se seguirão. Com uma grande orquestra sinfónica, actua no Lincoln Center, em Nova Iorque, e no Hollywood Bowl, em Los Angeles. Canta em França, Israel, Brasil, África do Sul, Angola e Moçambique. Neste mesmo ano, Amália gravou “Concerto de Aranjuez”, com uma letra em francês, e “Vou Dar De Beber À Dor”, de um compositor até então desconhecido, Alberto Janes, que se tornará num dos maiores êxitos de Amália, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Em 1967, em Cannes, recebe das mãos do actor Anthony Quinn, o prémio MIDEM (Disco de Ouro), destinado a premiar o artista que mais discos vende no seu país, proeza só alcançada pelos Beatles. Amália voltará a receber este prémio em 1968 e 1969.

Em 1969 canta na União Soviética e em Janeiro de 1970, Amália parte para Roma para actuar no Teatro Sistina. O sucesso foi tal que o fenómeno "Amália" se espalha por Itália. Começava então "La Folia per La Rodrigues". Amália canta pela primeira vez em Tóquio e no Japão que, apesar de tão longínquo e com uma cultura tão diferente, se rende ao seu fascínio. Desde então sucedem-se outras tournées pelo Japão abrangendo várias cidades. Todos os seus discos são editados nesse país, que com ela tanto se identifica. Era frequente, quando Amália partia para o Japão, todos os seus espectáculos estarem já esgotados. Amália lançou, deste modo, uma verdadeira ponte cultural entre Portugal e o Japão.

Em 1972 estreia-se no Canecão do Rio de Janeiro com “Um Amor de Amália”, espectáculo onde, pela primeira vez, Amália canta e conta histórias da sua vida. Tal é o sucesso que o show é repetido no ano seguinte. Neste espectáculo Amália é acompanhada, para além da guitarra e da viola, por uma orquestra e um coro.
Após o 25 de Abril

No dia seguinte ao 25 de Abril de 1974, Amália, devido a um contrato que tinha para actuar na televisão espanhola, parte para Madrid. Em Lisboa, a grande popularidade internacional de Amália fez com que de imediato circulassem boatos que estaria ligada ao regime deposto. Embora só ligeiramente prejudicando a sua carreira, estes boatos afectaram gravemente a sensibilidade da artista. Apesar dos boatos, Amália aparece logo de imediato no Coliseu dos Recreios onde 5 mil pessoas a aplaudem de pé, provando que o seu público nunca a abandonou. A partir dessa altura, faz as mais longas tournées por Portugal e o seu sucesso internacional continuou a aumentar fazendo tournées por todo mundo.
São-lhe também prestadas grandes homenagens, sendo condecorada com o grau de “Oficial da Ordem do Infante D. Henrique”, pelo então presidente da República Mário Soares. Em 1990, em França, depois de ter recebido a “Ordem das Artes e das Letras” recebe também, das mãos do presidente Mitterrand, a “Légion d'Honneur”.

Ao longo dos anos vê desaparecer o seu grande amigo e compositor Alain Oulman, o seu poeta David Mourão-Ferreira e o seu marido César Seabra, com quem era casada havia 36 anos.

Em 1997 é editado pela Valentim de Carvalho o seu último álbum, “Segredo”, com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975. Amália publica um livro de poemas, “Versos”.

Em 1998 é-lhe feita uma homenagem nacional na Feira Mundial de Lisboa, na “Expo 98”.

A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre com 79 anos, pouco depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. No seu funeral centenas de milhares de lisboetas descem à rua para lhe prestar uma última homenagem.

Sepultada no Cemitério dos Prazeres, o seu corpo é, após grande pressão dos seus admiradores, posteriormente trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa, onde repousam as personalidades consideradas expoentes máxi
mos da nacionalidade portuguesa.

Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris.

Ninguém como Amália propagou e difundiu de forma tão universal a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o Fado.

fonte: http://nuestramizade.blogspot.com

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