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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Com ou sem chuva, o espetáculo da vida continua em Etosha







Com ou sem chuva, o espetáculo da vida continua em Etosha

qui, 28/01/10
por Haroldo Castro |
Revista Época


O Parque Nacional Etosha é o mais importante da Namíbia. Seus números impressionam: com uma área de mais de 23 mil km2, o parque protege 114 espécies de mamíferos e 340 de aves. O Ministério do Meio Ambiente e Turismo orgulha-se de sua pérola mais preciosa e cuida com zelo do principal atrativo turístico do país. “Ao contrário do que acontece em alguns países africanos, aqui não permitimos, de forma nenhuma, a prática do off-road”, afirma Shayne Kotting, chefe dos guardaparque em Okaukuejo. “Contamos com centenas de quilômetros de estradas em excelente estado e o espetáculo da observação de animais acontece dentro do carro.”

Os melhores lugares para fotografar os animais em Etosha são os diversos pontos de água distribuídos pelo parque. “Devido ao clima árduo da região, construímos poços para prover água adicional aos animais e evitar um maior stress durante a seca”, diz o guardaparque. “Os pontos de água de Okaukuejo e de Halali são os mais importantes, atraindo dezenas de espécies de animais ao mesmo tempo.”

Shayne também explica que, como as primeiras chuvas caíram há um mês, esses poços estarão com uma frequência muito baixa de animais. “No verão, nem pense em ver grupos de elefantes. Todos estão bosque adentro. Sinta-se feliz se você conseguir ver um macho velho”, especula Shayne.

Mikael e eu fazemos nosso primeiro “game drive” (algo como “saída para buscar animais”) no final da primeira tarde em Etosha. Ao longe, conseguimos perceber um rinoceronte preto. Mas para quem havia seguido cinco deles durante um par de horas, o rinoceronte solitário merece poucas fotos. Mais interessante é a hiena pintada que passa em frente a nosso veículo, quando já escurece. Imediatamente, incluímos o “novo” animal na nossa lista de mamíferos.

O movimento do carro, a pouca luz e a baixa velocidade do obturador da câmera renderam um efeito inesperado e consigo captar uma imagem diferente da hiena pintada.

Nossa segunda tarde em Etosha nos proporciona uma cena digna de documentário da BBC. Conseguimos descobrir quatro leoas deitadas na sombra de uma árvore quando uma delas levanta a cabeça. Paramos o carro e resolvemos esperar o próximo movimento. A leoa se senta e logo começa a andar. Uma segunda vai atrás. Trinta metros de caminhada e a leoa líder para e se senta novamente. A segunda chega perto e se deita ao lado. Mais cinco minutos passam sem que nada aconteça, até que as duas leoas que ficaram para trás resolvem chegar perto das primeiras. As quatro leoas estão novamente juntas e todas voltam a se deitar. Outros longos minutos decorrem. Já estamos prestes a ir embora quando a primeira leoa toma a iniciativa e volta a caminhar na mesma direção. Ela parece olhar fixamente um grupo de cabras-de-leque (Antidorcas marsupialis). Uma dessas delicadas gazelas pode ser um bom jantar para os felinos. As outras leoas seguem a líder: se levantam e caminham em fila indiana.

A olho nu é quase impossível ver e compreender a cena. É necessário um par de binóculos ou uma boa teleobjetiva para poder entender o que acontece. Alguns carros param ao lado do nosso, mas os que não possuem os equipamentos necessários logo desistem de buscar leoas num mato que é da mesma cor que os animais. Nós continuamos entusiasmados. Mais ainda quando vemos que elas se dividem em dois grupos. Andam um pouco mais – sempre de forma elegante e imperceptível – e se sentam novamente. Fica claro que as leoas já possuem uma estratégia para agarrar uma das gazelas. Mas a principal tática delas parece ser a paciência. Em nenhum momento demonstram pressa ou ansiedade.

Minha expectativa de ver uma caçada ao vivo é pequena. Ainda falta uma hora para o por do sol. As leoas só tem a ganhar com a escuridão, quando seus olhos funcionam bem melhor do que os de suas vítimas potenciais. Seguimos o episódio durante duas horas exatas. Escurece e precisamos regressar ao acampamento antes de anoitecer. Desistimos de ver a caçada. Mas as leoas, não. Certamente terão carne fresca em poucas horas.

Duas cabras-de-leque ou springboks pastam serenamente sem se darem conta que estão sendo vigiadas por duas leoas deitadas no capim (ao centro).

No dia seguinte encontramos outros três leões. Anotamos também sete espécies diferentes de antílopes no parque. O espetáculo não acontece apenas às margens da estrada, mas também no meio do caminho. Precisamos estar atentos quando vemos girafas, zebras ou gnus, pois os bichos podem mudar de direção repentinamente e atravessar a nossa frente.

A areia da estrada também é palco para os animais menores e paramos para deixar um cameleão verde e um caramujo gigante cruzarem a pista. Uma cena chama a atenção de todos: descobrimos, no meio da estrada, três montes de fezes frescas de elefante. O inusitado é que o monte de capim digerido está sendo por dezenas de besouros grandes, do tipo vira-bosta. Consigo contar cerca de 50 escaravelhos em cada monte.

Os animais pequenos também tem lugar em Etosha. Uma tartaruga-leopardo cruza uma das pistas do parque. Dezenas de besouros vira-bosta fazem a festa com as fezes de um elefante deixadas na estrada.

As fezes frescas não são uma boa notícia apenas para os escaravelhos. Para nós também, pois sabemos que algum elefante passou pelo mesmo caminho há pouco tempo. Será que conseguiremos ver, pelo menos, um macho solitário, como Shayne havia afirmado?

Com olhos mais espertos do que nunca, rastreamos a vegetação e o horizonte. Rodamos lentamente cerca de dois quilômetros e, finalmente, percebemos algum movimento em um charco. Com a ajuda de nossas objetivas, descobrimos uma forma arredondada e escura. Aliás, várias. Não se trata apenas de um velho paquiderme rejeitado, mas sim de toda uma manada, comandada por uma matriarca e apoiada por várias outras fêmeas poderosas. O grupo é composto também por três filhotes de alguns meses (ainda mamando) e vários adolescentes brincalhões. Cortamos o motor da Nandi e nos preparamos para passar uma boa hora observando o movimento dos animais.

Essa é mais uma cena sinônimo de vida e que faz de Etosha um dos lugares mais fascinantes da Namíbia. É um parque que continua surpreendendo visitantes leigos como nós e até mesmo experientes guardaparques como Shayne. Ao contrário do prognóstico, mesmo na estação das chuvas, acabamos vendo dois grupos de elefantes, com cerca de 40 animais. E também um elefante velho e rabugento…

Dois elefantes adolescentes, dentro de um charco, exercitam suas forças e as habilidades de suas trombas.

Se avistamos um pouco menos de animais por causa da abundância de água em todo o parque, a época da chuva também trouxe entardeceres com explosões lisérgicas de cores.

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