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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Damaraland, uma parceria de sucesso entre comunidade e turismo








qui, 21/01/10
por Haroldo Castro |
Revista Época


Um dos maiores desafios na conservação do meio ambiente é a relação – sempre complexa e, algumas vezes, até mesmo antagônica – entre as comunidades locais e aqueles que trabalham para a proteção da natureza. Como defender a diversidade biológica e, ao mesmo, não limitar o acesso das comunidades a seus próprios recursos naturais?

Esse debate, que dura décadas, parece ter encontrado uma resposta na Namíbia. Em 1996, o Ministério do Meio Ambiente e Turismo definiu que as comunidades tradicionais – que possuem o direito de uso da fauna e da flora em suas terras – poderiam criar áreas protegidas, geradas pela própria comunidade. Essas “Terras Comunitárias para Conservação” (TCC) – uma tradução livre do conceito original “Communal Conservancies” – transformou-se em uma das soluções mais inovadoras para garantir a harmonia entre as populações locais, o governo, os conservacionistas e as empresas turísticas.

Nandi na estrada C39 que corta a TCC Torra, na região de Damara. Animais domésticos e selvagens convivem sem grandes discórdias.

“Existem hoje 59 Terras Comunitárias para Conservação, demarcadas e legalizadas. Elas conformam uma área de mais de 13 milhões de hectares e protegem 16% do território da Namíbia. Nesse total, não conto os parques nacionais”, afirma Keith Sproule, da organização WWF-Namíbia. “Esse modelo de cooperação funciona e é um exemplo para o mundo.” A WWF vem impulsionando as TCC há mais de uma década e é um dos projetos mais exitosos da organização.

Como os direitos de uso comunitário das terras também incluem as operações turísticas, as empresas interessadas na exploração do lugar estabeleceram parcerias com a comunidade. “Fomos os primeiros a reconhecer esse potencial e, em 1998, logo que a TCC Torra foi criada, começamos a desenhar a pousada Damaraland com os líderes locais”, diz Rob Moffett, um dos diretores da empresa Wilderness Safaris, operadora que arrebatou vários prêmios internacionais graças à filosofia de trabalhar em cooperação com as comunidades em todo o sul da África.

Quando encontramos Rob Moffett em Windhoek e aprendemos mais sobre as TCC, ficamos entusiasmados com o convite para conhecer a pousada na região de Damara. Vale a pena fazer um desvio de algumas dezenas de quilômetros para poder ver, de perto, os rinocerontes da TCC Torra. “O número de rinocerontes pretos, espécie altamente ameaçada, quadruplicou nas últimas duas décadas dentro das TCC”, afirma Rob. “Isso não acontece em nenhum outro lugar da África.”

Saímos ao amanhecer com o paulistano Adriano e a suíça Regula (ambos hospedados no Damaraland Camp), em busca de um grupo de rinocerontes que costuma beber sua água matutina em um riacho. A visão de águia do guia Johann não dá espaço para que nossa ansiedade sequer aumente. Ele logo avista o grupo de cinco animais: um macho, duas fêmeas, um filhote e um jovem macho. Johann avisa que, se chegarmos muito perto, os rinocerontes desandam a correr e já não veremos mais nada. “É preciso muita paciência”, diz o experto.

Sem aviso prévio, o rinoceronte macho ataca o jovem e o afasta do grupo. A cena durou apenas três segundos. Imperdível!

Outra atividade que Wilderness Safaris propõe na TCC Torra é a busca de elefantes do deserto. Os animais, menores que os elefantes das savanas, andam em três grupos distintos. “Um prefere as montanhas, outro costuma ser encontrado no rio Huab e o terceiro dificilmente aparece”, afirma Johann. Ao cair da tarde, tentamos nossa sorte no leito do rio seco. Mais uma vez, Johann é o primeiro a avistar um grupo dos paquidermes. A olho nu, são apenas alguns pontinhos negros. Através da minha teleobjetiva 500 mm, vejo formas mais arredondadas.

Johann prefere chegar contra o vento e, assim, contornamos o Huab. Qual não é nossa surpresa ao contar o número de elefantes: bem maior do que esperávamos. São 25, o que significa que os dois grupos estão, hoje, juntos. Ficamos totalmente silenciosos, para não provocar a impaciência dos jovens adultos, que gostam de demonstrar que são donos do território. Mantemos distância, mas como os animais se movimentam em busca de alimento, nos encontramos, em vários momentos, cercados por elefantes de todos os lados. Mas, nosso entusiasmo é bem maior do que qualquer receio.

Um elefante alcança, com sua tromba, as folhas mais tenras de uma acácia. Mesmo com espinhas, essa árvore é um dos alimentos preferidos dos paquidermes.

Hora da sobremesa: um elefante retira a casca de uma árvore e chupa o suco adocicado.

São duas horas de aprendizado com os elefantes, assistindo a seus comportamentos naturais: filhotes brincam de empurra-empurra com suas trombas, machos adolescentes ameaçam os outros (e nosso carro) abanando suas orelhas e mães autoritárias separam brigas quando um dos elefantes é maior do que outro. Todos aproveitam o fim da tarde para comer o máximo de folhas. Uma festa para eles e ainda maior para nós, espectadores.

A experiência de um visitante em uma TCC, como a de Damaraland, é bem diferente do que em um parque nacional. “Aqui os bichos não estão cercados como nas reservas. Não existem cercas, eles estão soltos. Convivo com elefantes desde que sou criança”, diz Lena Florry, gerente da pousada e uma das líderes da comunidade. “Mas a maior diferença é que parte do que os estrangeiros pagam para desfrutar dessas belezas naturais traz benefícios diretos para nossa gente. As Terras Comunitárias para Conservação funcionam.”

As TCC não são cercadas e os animais desfrutam da liberdade de poder circular livremente entre TCC vizinhas. Na foto, um kudu dá um salto a nossa frente.

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