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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A droga mais receitada no Brasil para quem quer perder peso é proibida na Europa


Revista Época
29/01/2040 - 22:20 - Atualizado em 29/01/2010 - 23:01
A droga mais receitada no Brasil para quem quer perder peso é proibida na Europa
A sibutramina foi retirada do mercado depois da revelação de que ela eleva o risco de problemas cardiovasculares
Cristiane Segatto
ALERTA
Para acertar as medidas, milhares de brasileiros tomam sibutramina. Podem estar correndo sérios riscos
Quem vai ao médico em busca de uma solução para emagrecer costuma sair do consultório com três recomendações: dieta balanceada, atividade física e, frequentemente, sibutramina (Reductil é a marca mais famosa). O remédio, que atua no cérebro e aumenta a sensação de saciedade, é a principal escolha dos médicos que prescrevem drogas contra a obesidade. Esse comportamento pode começar a mudar.

A droga foi retirada do mercado na Europa depois da revelação de que ela eleva o risco de problemas cardiovasculares. Um estudo realizado com cerca de 10 mil pacientes durante seis anos revelou um aumento de 16% na incidência de infarto e derrame em pessoas que já tinham histórico de problemas cardiovasculares e tomaram o medicamento. Nenhuma morte foi verificada. O estudo completo ainda não foi publicado. A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, a FDA, decidiu não proibir a venda do remédio. Mas exigiu uma alteração na bula para tornar mais explícito o alerta de que pessoas com hipertensão e outros problemas cardíacos (leia na ilustração abaixo) não devem tomar sibutramina. No Brasil, a bula do medicamento menciona como possíveis eventos adversos a elevação da pressão arterial e arritmias cardíacas. Mas a única contraindicação diz respeito às pessoas com histórico de anorexia ou bulimia. No ano passado, a Anvisa recebeu 37 notificações de eventos adversos – 14 relacionadas a problemas cardiovasculares. Não houve mortes. Em fevereiro, o órgão deverá decidir se amplia as restrições de venda ou se até mesmo proíbe a substância no país.

O maior desafio que os médicos enfrentam é determinar em quais pacientes os benefícios superam os riscos. Segundo as autoridades sanitárias europeias, a perda de peso proporcionada pela sibutramina é modesta (de 2 a 4 quilos em média) e não compensaria os riscos. “A arte da medicina é avaliar riscos”, diz o cardiologista Raul Dias Santos Filho, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. “Sozinha, a droga não garante grande perda de peso. Se o paciente tiver fatores de risco para doença cardiovascular, mesmo que ela não tenha se manifestado, talvez seja melhor não tomar o remédio.”

A maioria dos endocrinologistas espera que a droga continue liberada no Brasil. “Se esse remédio for proibido, vamos perder um produto extremamente útil no combate à obesidade”, diz Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. “Mas o alerta sobre os riscos em pacientes cardiopatas precisa se tornar mais explícito no Brasil”, diz. Como ocorre com várias outras classes de medicamentos, a sibutramina é consumida no Brasil por muito mais gente do que deveria. Em 2009, foram vendidas 6,9 milhões de caixinhas. O consumo cresceu mais de dez vezes desde 2005, impulsionado principalmente pelo lançamento de genéricos. A droga só deveria ser vendida com retenção de receita, mas nem sempre isso acontece. “Muitas pessoas conseguem fraudar receitas, sem acompanhamento médico. Correm sérios riscos”, diz o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. Quando o assunto é remédio, o jeitinho brasileiro pode ser fatal.

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