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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dunas de areia vermelha e árvores mortas dão vida à Deadvlei







Revista Época

qua, 13/01/10
por Haroldo Castro |
| tags Luzes da África, Namíbia


Pouco se conhece sobre a Namíbia. Se você ouviu falar algo do país, deve ter sido sobre seus desertos e suas dunas de areias. Assim como acontece na costa chilena e peruana do Pacífico, uma corrente marítima traz a água fria da Antártida. Por esse mesmo motivo geográfico, o litoral da Namíbia tornou-se, devido à falta de umidade, um lugar inóspito e praticamente desabitado.

Um dos lugares mais acessíveis para conhecer as dunas extraordinárias do deserto Namibe é Sossusvlei. Uma estrada de 60 km sai de Sesriem e leva até as primeiras dunas vermelhas incrustadas no vale do rio Tsauchab. Essa pontinha de dunas é apenas uma ínfima parte de um mar de areia que tem 300 km de extensão e 150 km de largura.

A duna côncava de Sossusvlei é uma das mais fotografadas na Namíbia e tem cerca de 200 metros de altura.

As dunas da região de Sossusvlei são qualificadas como as mais altas do mundo. Algumas chegam a 350 metros de altura. São milhões de toneladas de areia empilhada pelo vento. Também são consideradas como das mais antigas do planeta. Com todos esses superlativos – além do fato de serem extremamente fotogênicas – Mikael e eu não hesitamos em cruzar o país de leste a oeste para ver, apenas, areia.

E qual não é nossa decepção! Apesar do céu azul, um forte vento do oeste cria uma densa neblina de areia. Escolhemos a tarde errada! Impossível fotografar as dunas inteiras, de longe. Sem contar que algumas rajadas mais violentas chegam a quase queimar nossas pernas. Muito mais delicadas são as câmeras fotográficas: os minúsculos seres cristalinos podem fazer um grande estrago se conseguirem se meter dentro das objetivas. Mesmo assim, resolvemos ascender uma das dunas para ver se – por algum milagre – o por do sol rende uma imagem diferente. Subimos com dificuldade (foto ao lado) e descobrimos que a tempestade de areia é bem mais ampla do que imaginamos. Hoje, nada de pôr do sol. O jeito é regressar ao acampamento NWR (Resorts de Vida Selvagem da Namíbia) e dormir cedo, pois o portão do parque abre, no dia seguinte, uma hora antes do nascer do sol.

Acordamos e o céu ainda está escuro. Comemos uma barra de granola para enganar o estômago, deslizamos rapidamente pelo asfalto e somos os primeiros a deixar a Nandi no estacionamento, no final da estrada. Resolvemos também mudar de plano. Em lugar de ir a Sossusvlei, decidimos conhecer outro grupo de dunas, conhecidas pelo nome dramático de Deadvlei.

Há 600 anos, Deadvlei era um dos pontos finais das enxurradas periódicas do rio Tsauchab. Essas cheias traziam vida a esse pequeno lago cercado de dunas e dezenas de árvores floresceram no local. Mas, com o passar do tempo, o vento criou duas dunas na entrada de Deadvlei as quais interromperam definitivamente o curso do rio esporádico. Como resultado, as árvores de Deadvlei deixaram de receber água – nem mesmo a cada cinco ou dez anos – e morreram.



As árvores inanimadas de Deadvlei, com mais de 600 anos de idade, são um convite à criatividade fotográfica.

Hoje a paisagem de Deadvlei, como o nome indica, é um cemitério de árvores secas pelo tempo e contorcidas pela dor. Mas o contraste dos fantasmas negros com o azul do céu, o vermelho das dunas e o branco do solo de argila petrificada transforma a cena potencialmente angustiosa em uma paisagem extraordinária.

Caminhamos 1,2 km até a entrada de Deadvlei e recebemos nosso primeiro presente do dia. Dois órixes – com seus filhotes – esperam os visitantes matutinos. Depois de alguns minutos, os animais desaparecem marchando pelo cume de uma das dunas.

O órix é um antílope extremamente adaptado ao clima desértico e não é raro ser observado nas dunas ao redor de Deadvlei e Sossusvlei.

Sem o vento da véspera e com uma visibilidade prístina, temos Deadvlei apenas para nossos olhos e lentes por mais de uma hora. Filmamos e fotografamos tudo que podemos encontrar. Com o aparecimento do sol, também chegam os primeiros turistas, quase sempre em grupos e geralmente ruidosos. Todos fazem questão de subir a maior duna e descê-la correndo. O lugar é tão mágico que faz qualquer pessoa voltar a ser criança!

A principal alegria dos visitantes é descer a duna correndo. Mas, uma vez embalado, não há como parar!

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