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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Friends?" By Carmen

"Friends?" By Carmen
Voltamos para dentro de casa sob um ambiente muito tenso. Vladimor seguia perto de mim, uns passos atrás, sentia os seus olhos presos nas minhas costas e dava tudo para perceber o que ele pensava de mim. De certo modo ter uma criatura tão inconstante a poucos metros causa-me alguma ansiedade mas, não deixei mostrar.
― Humm...garagem...Passei por lá a bocado...- Disse pensativa, voltei-me para encarar Vladimor e vi-o de cabeça baixa, com as mãos ao peito. ― O que estás a fazer?
― Agradeço-vos do fundo do coração, cara senhora. - Parecia ser sincero e honesto no que dizia. ― O seu gesto tocou a minha humilde alma e, tê-la-ei sempre em consideração. A...
― Okay, pára! - Vladimor ergueu os olhos para mim. ― Não precisas de falar assim comigo, não estamos no sec XVIII! Outra coisa, não agradeças mais ou mudo de ideias...
Tentei mostrar-me séria perante a ameaça mas, ele sorriu-me mostrando simpatia e subitamente, ele pareceu descontrair.
― Menos mal...― Ele olhou em volta. ― Sabes, esta casa está abandonada a anos. Compraram-na?
― Não, é emprestada. Viemos para ficar...A não ser que resolvam explodir com ela!
Ele olhou para mim curioso sem saber se era uma piada ou não, e eu limitei-me a fazer-lhe sinal para esquecer.
Eric entrou de rompante pela cozinha, o seu olhar parou no lobisomem – que tambem ficou logo alerta – e depois em mim. Veio em passadas largas.
― Anda cá... ― Agarrou-me pelo pulso e puxou-me mas algo prendeu o seu movimento. Vladimor agarrava no braço de Eric com igual força, conseguia ver as veias do seu braço a pulsar.
― Larga-a.
Os dois olharam-se furiosamente, senti a pressão no meu pulso aumentar e por momentos pensei que Eric o fosse partir, até que por fim o largou e Vladimor deixou-o.
― Okay. ― Disse, eu ainda meia desnorteada. ― O que foi?
― Esta... ― Apontou para Vladimor. ― É a pior das ideias que já tiveste! Num rol de ideias esta é a pior.
Encolhi os ombros.
― Obviamente...- Virei-me para Vladimor com ar natural ignorando a presença do meu ex. ― O Eric diz sempre que tenho más ideias.
― E TENS!
― Isso é subjectivo!
― Uma ova! - Eric avançou uns passos, ao mesmo tempo vi Vladimor a avançar também. ― Os lobisomens são perigosos, irascíveis. Sem contar que um aqui seria um autentico chamariz para todo o tipo de ameaças.
― Eu não acho isso.
― Não há o que achar, é a verdade Carmen! Os lobisomens são o pior que há...tê-los aqui é...
Estava farta daquele discurso. Enquanto Eric desbravava motivos para mandar Vladimor embora, eu fechei os olhos e respirei fundo; Tinha provado um bocado da minha raiva na presença de Dean e não queria usa-la contra Eric.
― Eric, está descansado que a tua liderança não será posta em causa! Vladimor vai ficar quieto como um bom lobo que é e, não vai incomodar ninguém. Portanto, o teu lugar como macho alfa está seguro e ninguém to vai tirar!
Eric bufou de raiva.
― ELE É UM CÃO!
Senti Vladimor a mexer-se atrás de mim com um rosnar profundo. Quando olhei para ele, o seu olhar faiscava.
― Chama-me cão, mais uma vez...- rosnou ele. ― E apanharás os teus dentes do chão!
Voltei-me para Eric, vi-lhe igual fúria. Os lábios contorciam-se na ânsia de gritar algo mas a sua voz saiu calma e num silvo.
― Cão!
Aconteceu tudo tão rápido que fiquei sem norte por momentos. Senti uma mão empurrar-me – dei-me conta que tinha sido Vladimor – e bati contra o balcão. Vi o lobisomem a agarrar o meu ex pelo colarinho e a empurra-lo contra a parede. O seu rosnar era intenso e temi por Eric. Senti que haveria sangue se não fizesse algo, por isso movi-me depressa e meti-me entre os dois.
― CHEGA! CHEGA! - Berrei. Empurrei Vladimor mas mesmo assim não deu mais que dois passos. Ia voltar a carga mas coloquei as mãos no seu peito fazendo-o parar. ― Pára, Vladimor!
Ele olhou para mim e senti-o a acalmar.
― Sim, quieto rafeiro...- Sibilou Eric.
― Isso aplica-se a ti tambem. - Disse a Eric. Afastei-me dele encarando-o de frente com toda a segurança. ― Ele fica, se tens problemas...vai-te embora!
Não disse mais nada, limitei-me a ir-me embora sem nunca deixar de sentir Vladimor atrás de mim com o batimento acelerado. Íamos atravessar a porta da cozinha quando a voz de Eric fez-me parar novamente.
― Se querias um animal de estimação, porquê que não chamaste o Dean? ― Parei perante aquele nome. Senti as minhas entranhas a revoltarem-se. ― Ao menos o seu sangue dá para beber.
Voltei-me para ele, só então reparando que Sheftu e Samantha vinham atrás. Provavelmente, tinham assistido tudo.
― És um idiota!
Segui sem me importar se o lobisomem me seguia ou não. Eric tinha-se tornado tão idiota nestes últimos dias que tudo aquilo deixava-me irritada. Se fossem outros tempos, Eric até aceitaria o lobisomem talvez com algumas reticências mas, aceitaria logo e não desceria assim tão baixo.
Não via por onde ia, simplesmente os meus passos guiavam-me e inconscientemente cheguei a porta principal. Ia abrir a porta com força mas, antes de sair um braço fê-la fechar-se.
― Ele magoou-te? - Perguntou Vladimor.
Demorei a responder. Voltei-me para ele sem nunca deixar de pensar numa resposta.
― O Eric é assim mesmo...
― Se a minha presença cria alguma divergência, sempre posso voltar para a floresta.
Lancei um sorriso cansado.
― Ficas e pronto.
Ele devolveu-me o sorriso mas, logo se desvaneceu e ficou sério.
― O teu pulso.
Olhei para o pulso e vi-o roxo, ainda com a marca dos dedos de Eric. Fingi que não tinha sido nada, escondi o pulso atrás das costas.
― Já passa. A cicatrização rápida faz parte de nós, vampiros. - Senti os seus olhos a analisarem-me com curiosidade, abriu a boca e fechou como se mastigasse uma pergunta. ― Sim...?
― Sem ofensa mas, não pareces...vampira. ― Eu fiquei surpresa com aquela afirmação. Será que eu era assim tão “humana” ainda? E, Vladimor, notando o meu constrangimento avançou com ar culpado. ― Desculpa, não devia...
― Sabes, Vladimor...- Mostrei-lhe o meu melhor sorriso. Lancei a mão para a maçaneta. ― Pedes muitas desculpas. Não te preocupes, não és o primeiro a notar este meu lado mais, humano.
Abri a porta e fiz sinal para ele passar mas, ele não avançou. Estendeu o braço para que eu avançasse primeiro e assim fiz. Saímos para a noite amena, contornamos a casa em passo lento e sempre certo. Vladimor vinha ao meu lado, todo ele direito, com as mãos atrás das costas.
― Vladimor? Hum...De onde és?
― Península da Escandinávia.
― Uau, isso é longe. Como vieste aqui parar?
Ele calou-se durante segundos, como quem pensa na sua vida em todo aquele tempo.
― Longa história. Com tempo e paciência, talvez te conte.
― Oh és um cortes! - Acusei-o. Ele olhou para mim meio confuso ainda, sem saber o que achar daquele comentário, por momentos julguei ofende-lo mas, quando senti um leve empurrão da sua parte vi que estava tudo bem.
O resto do caminho até a garagem, não que fosse muito longe, fizemos em silêncio. Dei-me conta que ele nem sempre precisava de manter a conversa a fluir como muitas vezes acontecia com outros, era confortável no seu silêncio.
Aproximamo-nos de um pequeno edifício mais baixo que a mansão, com uma enorme porta de metal e umas janelas altas corridas em cima. Carreguei no botão e a porta subiu.
A garagem era gigantesca, apesar de neste momento estar vazia – por momentos lembrei-me do meu Mustang nas mãos daquela cabra da Pan.
― Bem-vindo.
Vladimor entrou na garagem e observou o local.
― Isto é grande. Eu não preciso de tanto espaço, Carmen. ― Ia abrir a boca e reclamar com ele mas, o lobo adiantou-se. ― Mas, tudo bem. Não faz mal...algum tipo de informação acerca dos outros residentes?
A maneira como ele falou fora tão formal que fez-me confusão. Observei-o bem, de cima abaixo: a pose, a maneira como andava, como falava...quem era aquela personagem?
― Hum...mais ou menos...― Silencio, a espera de uma continuação da minha parte. ― Oh...esquece! Tenho a certeza que de vais habituar.
Girei sobre mim mesma, preparando-me para me ir embora quando ele agarrou-me pelo braço.
― Sou firme nos laços que crio. Sinto que tu és boa pessoa, apesar de ter sofrido. Não consigo deixar de agradecer-te, Carmen.
Ele largou-me gentilmente, eu recompus-me.
― Vladimor! - A voz fez-nos erguer o olhar para a janela e ali estava Samantha toda contente. E o pior, ela estava no meu quarto. O que raio estava ela ali a fazer? ― Bom ter-te por aqui, esta casa precisava de vida. Boa noite.
Demorou-se numa breve avaliação de Vladimor, mesmo depois dele ter respondido ao cumprimento. Até que por fim voltou para dentro.
― Acho que tens uma fã.
Vladimor suspirou e fez um ar de convencido, apesar de ter sido o ar mais fingido de sempre.
― Acontece-me sempre.
― Isso foi uma piada? ― Perguntei irónica. ― Muito bom, estamos bem...
Rimo-nos durante um bocado. Vladimor olhou para o céu, parecia querer contar as estrelas, talvez num momento nostálgico ou assim. Baixou o seu olhar e pude ver-lhe um laivo estranho mas, não disse nada. Fez-me uma breve vénia com a cabeça.
― Boa noite, Miss Carmen.
― Boa noite, Sr. Wolf.
Afastei-me, ainda a tempo de o ouvir repetir a nova alcunha com algum orgulho. Porquê que senti que saia dali com uma nova amizade eterna?

Abri a porta e entrei mas, deteve-me ao ver Sheftu novamente de volta a uma rosa branca. De inicio fingiu que não me via, e eu tambem mantive-me invisível, passando sem fazer qualquer barulho mas, não...
― Não aguentaste, pois não?
― Desculpa?
― Não te faças de tonta, sabes muito bem do que falo.
― Não sei não.
― Já o fizeste quando deixaste apanhar por mercenários, quando foste ter com o Dean, quanto te deixaste ficar no carro enquanto destroços caiam em cima...
― Tens alguma ideia concreta?
― Tu tens que ter os holofotes em ti, Carmen. O espectáculo tem que ser só sobre ti. Gostas de atenção!
― Oh entendo...Ainda estas picada por eu já ter comido o Eric...posso tentar pedir desculpa se te faz feliz...
Vi Sheftu estremecer de raiva, a flor que tinha na mão desapareceu quando Sheftu a esmagou. Esta discussão ainda não tinha acabado.
― Não tem nada a ver com...
― Não? Óptimo, então esta conversa inútil tem um fim.
― Se achas que esta tua revoltazinha teve algum interesse, não teve!
― Certo, se não te importas vou recolher-me e chorar a minha tentativa falhada por atenção, Sheftu.
― Carmen. - Encarei os olhos azuis raivosos de Sheftu. ― A mim não me enganas. Não passas de uma miúda mimada, sem vida e infeliz. O Eric e a Samantha ainda são idiotas para se deixarem afectar pelas decisões que fazes sem verem que apenas fazes por ti...mas, eu não. Não me enganas.
Mas que raio era aquilo!? Larguei um leve suspiro, cocei a cabeça e encolhi os ombros.
― De certeza que na tua cabeça isso faz sentido, portanto...como queiras!
Abandonei a ela e a todo o veneno que lhe corria nas veias. Não iria deixar-me afectar pelas palavras que Sheftu, porque para alem de não fazerem sentido não me afectaram de qualquer modo. Seja qual fosse o seu problema, Eric que a aturasse.
Fui para a cama e caí que nem uma pedra, as flores que Eric me mandara estavam agora no chão e ali iam ficar. Agarrei numa almofada e juntei-a a mim. Meu Deus...queria tanto dormir. Quero tanto! Mas, como não conseguia, limitei-me a fechar os olhos e assim que o fiz tive uma lembrança doce: Não sei porquê mas, atingiu-me de tal forma que repeti-a imensas vezes. A lembrança de ser humana outra vez, de pode ser sentir. De poder experimentar e viver. Queria ser humana.
Publicada por The Unforgiven Souls

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