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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Kgalagadi, o parque transfronteiriço do leão de juba preta







Kgalagadi, o parque transfronteiriço do leão de juba preta

sex, 08/01/10
por Haroldo Castro |
| tags África do Sul, Botsuana, Luzes da África

Revista Época#

Criar parques binacionais e transfronteiriços, além de ser uma boa estratégia de conservação, promove um benefício adicional importante: os diálogos necessários entre os dois países obrigam a um melhor relacionamento entre governos na área ambiental. Com o estabelecimento de um parque binacional, a fronteira política – intrinsecamente uma área de potencial tensão – passa a ser uma ponte para a paz entre nações vizinhas.

Paisagem de verão, com nuvens e luzes extraordinárias do por do sol, no parque transfronteiriço Kgalagadi.

O primeiro parque transfronteiriço criado na África tem hoje quase 10 anos de idade. O parque Kgalagadi é o resultado da boa vontade entre África do Sul e Botsuana que reconheceram, desde 1998, que seus objetivos ambientais eram idênticos. Como a fronteira só existia no papel e não na natureza – os animais migram de um lado para outro livremente – Kgalagadi tornou-se um novo modelo de conservação. A união das duas reservas que já existiam anteriormente gerou a criação de um dos maiores parques do mundo, com 3,6 milhões de hectares. (O maior parque nacional brasileiro, das Montanhas de Tumucumaque, no Amapá e no Pará, possui 3,8 milhões de hectares).

As temperaturas extremas (11 graus negativos no inverno e um calor de 42 graus na sombra no verão) fazem com que os animais que escolheram o Kalahari como morada tenham de ter muito caráter e força. Um dos antílopes mais elegantes, encontrado no vale dos riachos (secos) Auob e Nossob, é o órix (Oryx gazella). Como ele não precisa beber muita água (consegue extrair o líquido das plantas que come), o órix também pode viver nas dunas vermelhas entre os dois leitos de rio, em um ambiente ainda mais quente e seco.

O órix possui chifres como lanças retas e pontiagudas e sua cara, preta e branca como uma máscara, contrasta com o corpo cinza.

Logo que entramos no parque, a poeira do Kahalari toma conta da Nandi. Existem apenas quatro estradas na reserva. Todas são de areia. Como é proibido trafegar off-road, é dessas estradas que pretendemos ver os principais habitantes de Kgalagadi. O animal mais abundante é o springbok ou a cabra-de-leque (Antidorcas marsupialis). Apesar de frágil, essa gazela pode atingir 90 km/h quando perseguida por uma chita ou um leão. O gnu-azul (Connochaetes taurinus) , com uma aparência de boi-cavalo, é outro mamífero bem comum em Kgalagadi.

Em qualquer parque é indispensável uma troca constante de informações entre os visitantes. Ao cruzar o primeiro veículo, somos avisados que três guepardos ou chitas (Acinonyx jubatus) estão sob a sombra de uma frondosa árvore, a poucos quilômetros adiante. É quase impossível ver, a olho nu, os felinos, mas com a objetiva 500 mm consigo observar um pouquinho do contorno. Após alguns minutos em silêncio, um chita, mais curioso e menos preguiçoso, levanta a cabeça e senta sobre suas patas traseiras (foto). A espiada dura apenas quatro segundos, tempo suficiente para captar algumas imagens. As duas outras chitas permanecem deitadas, quase que invisíveis.

O bicho mais procurado por todos é o leão. Aqui, o leão é diferente, pois o macho adulto possui uma elegante juba preta. A razão seria uma melhor camuflagem, pois ele pode se misturar com a cor escura dos troncos das acácias. Os leões daqui também são maiores em tamanho. Acredita-se que as longas distâncias que eles devem percorrer em busca do jantar (leia antílopes) sejam a maior responsável pelo porte atlético do majestoso felino.

Nosso desejo de descobrir um leão de juba preta é tão grande que, em poucas horas, o encontramos. Tomamos um susto enorme, pois o bicho está deitado, na sombra, a apenas um metro de distância da estrada. De tão perto, quase não o percebemos. Parece estar entediado com o calor, pois até mesmo nossa barulhenta marcha à ré não o distrai. Continua dormindo e apenas abre um olho para verificar a companhia.

O movimento de outros veículos que encostam ao lado da Nandi faz com que o leão finalmente levante a cabeça por alguns minutos. Só aproveita a ocasião quem está com a câmera preparada.

Se esse leão dorminhoco é uma bela surpresa, a descoberta dos próximos dois leões é um espanto maior. Quando chegamos, na hora do por do sol, na pousada !Xaus, dois jovens machos aproximam-se do lago salgado (seco 364 dias por ano) para beber em um ponto de água. A caminhada, cruzando a planície salgada, é lenta e demora vários minutos. Todos que assistem o espetáculo evitam qualquer ruído ou movimento. Único desafio: a luz do dia desaparece em uma velocidade maior do que a dos leões. Mesmo assim, conseguimos algumas belas imagens. Os dois animais permanecem ao redor do ponto de água por meia hora e depois, já na escuridão, saem para caçar.

Um dos jovens leões dá várias voltas ao redor do ponto de água e bebe diversas vezes.

Mesmo não sendo um experto observador de aves, fico impressionado com as dezenas de espécies de pássaros de Kgalagadi. Um dos espetáculos mais marcantes é a caça do falcão peneireiro. Aproveitando um forte vento de frente, ele fica parado no ar, com asas abertas, na espera de algum movimento. Quando vê uma presa na planície, mesmo se a 100 metros de distância, ele mergulha vertiginosamente e a agarra com as patas. Ele não come sua refeição no chão, prefere levá-la para o ar.

O falcão peneireiro de olho branco (Falco rupicoloides) é um exímio caçador e consegue capturar largatixas com facilidade.

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