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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pedro e Inês

Os amores de Pedro e Inês - breve história

D. Pedro I, 8º rei de Portugal, nasceu em 1320 e era filho de D. Afonso IV.

Os cognomes ou alcunhas que teve, Justiceiro ou Cruel, têm a ver com uma triste história de amor que viveu quando ainda era príncipe, considerada como uma das mais famosas histórias de amor do mundo!

Tudo começou com o casamento de D. Pedro com uma princesa espanhola, D. Constança. Não existia amor entre os dois, uma vez que o casamento foi arranjado pelos pais, como era hábito na época. Foi nessa altura que D. Pedro conheceu D. Inês de Castro, uma das aias (dama de companhia) de D. Constança, que veio para Portugal e por quem o príncipe se apaixonou.

Inês era uma dama galega, filha bastarda de um dos homens mais poderosos de Espanha, que por sua vez era neto de Sancho IV, Rei de Castela, como também o era Dom Pedro, o que torna Pedro e Inês primos. Também D. Constança, esposa de Dom Pedro e futura Rainha de Portugal, era prima de Inês.

A beleza singular de D. Inês despertou desde logo a atenção do Príncipe, que veio a apaixonar-se profundamente por ela. Desta paixão nasceu entre Pedro e Inês uma ligação amorosa que provocou escândalo na Corte portuguesa, pois todos tinham medo que D. Inês, filha de um poderoso nobre espanhol, pudesse ter má influência sobre o príncipe. Por este motivo o rei, D. Afonso IV, expulsou Inês de Castro do reino, indo esta instalar-se num castelo junto à fronteira.

Assim, quando D. Constança morreu, D. Afonso continuou a condenar o romance dos dois apaixonados, tanto mais que D. Pedro mandou que D. Inês regressasse a Portugal e instalou-a na sua própria casa, onde passaram a viver uma vida de marido e mulher, de que nasceram quatro filhos.

O rei cada vez se mostrava mais preocupado com a ligação de Pedro e Inês, tanto mais que os irmãos desta tentavam influenciar D. Pedro a reclamar para si a coroa de Castela. Por outro lado, o povo descontente com as guerras e a fome que se viviam no reino, tinha medo da influência de D. Inês junto do príncipe herdeiro.

Foi para impedir essa grande influência que D. Inês tinha junto de D. Pedro, e também para agradar ao povo, que o rei D. Afonso IV ordenou a morte de Inês de Castro, numa altura em que o seu filho Pedro estava ausente. Os executores foram Álvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pedro Coelho, conselheiros do rei e ricos homens do Reino.
Indignado com a injustiça do pai, Pedro revoltou-se e declarou-lhe guerra. Durante meses as suas tropas assolaram o país, chegando mesmo a ter a cidade do Porto debaixo de cerco. Só a intervenção da rainha evitou o encontro militar directo entre pai e filho.

D. Pedro, mal subiu ao trono e apesar dos perdões solenemente jurados, logo tratou de vingar a morte de Inês mandando capturar os seus assassinos que se tinham refugiado em Castela para fugir à sua fúria. As execuções dos culpados foram feitas com rigores tão atrozes e cruéis que perturbaram os seus contemporâneos. Um dos assassinos conseguiu escapar, mas dois foram capturados, sendo a um arrancado o coração pelas costas e ao outro pelo peito.

Em 1360 o Rei anunciou que se havia casado secretamente com Inês e, pela mesma ocasião, para tentar preservar a sua memória, mandou construir os monumentais túmulos do Mosteiro de Alcobaça, para onde transladou o corpo de Inês e onde viria também ele a ser enterrado. Estes, devido à sua beleza e grandiosidade, são considerados os grandes expoentes da arte tumular medieval portuguesa. Sobre a tampa do túmulo de Inês está esculpida a sua imagem, de corpo inteiro, com coroa na cabeça como se fora rainha. As esculturas do túmulo de D. Pedro representam cenas da vida dos dois apaixonados desde a chegada de Inês a Portugal. Os túmulos encontram-se frente a frente, pois D. Pedro queria que os dois, quando acordassem no dia do Juízo Final, olhassem imediatamente um para o outro.

Na altura em que os túmulos ficaram prontos, foi feita uma marcha fúnebre com grande solenidade para a colocação dos restos mortais de D. Inês no seu futuro local de repouso, na qual toda a Nobreza terá sido forçada a participar. Já em Alcobaça diz-se que Inês foi coroada rainha (Camões diz nos Lusíadas que Inês "depois de morta foi Rainha").
O mais sinistro de toda a história é que D. Pedro, ao elevar D. Inês de Castro a rainha, já depois de morta, obrigou toda a corte a beijar-lhe a mão, ou o que restava dela (porque D. Inês já tinha morrido há cerca de dois anos).
O local onde D. Inês foi morta, em Coimbra, é hoje conhecido como a Quinta das Lágrimas, sítio preferido para o encontro de “namorados”!...

Nessa quinta existe a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas, cujas águas escorrem por um cano estreito que vai terminar a uma centena de metros dum Convento. Seriam as águas que brotam dessa Fonte para este cano que serviriam de transporte para as cartas de amor de Pedro para Inês. Diz a lenda que o príncipe as colocava em barquinhos de madeira que, seguindo a corrente, iriam até às mãos delicadas de Inês.

Terá sido nas matas da actual Quinta das Lágrimas que Inês foi assassinada pelos três algozes de D. Afonso IV. Reza a lenda que esta se encontrava "posta em sossego" (como escreveu Camões), quando de repente se viu abordada pelos três homens que a esfaquearam até à morte. Terão sido as lágrimas que Inês então chorou que fizeram nascer a Fonte das Lágrimas. O sangue que do seu corpo jorrou, diz-se, está ainda hoje gravado na rocha, onde permanecerá para sempre.

A trágica história de D. Pedro e D. Inês tem sido a inspiradora, ao longo dos séculos, dos mais brilhantes poetas, escritores e compositores de todo o mundo. Camões foi um dos primeiros escritores a celebrá-la em "Os Lusíadas".

Camões põe na boca de Inês as seguintes palavras dirigidas ao rei D. Afonso IV, quando este ameaçou matá-la:

“Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.”

Camões descreve ainda Inês quando foi assassinada:

“Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)”

Na Fonte das Lágrimas pode ler-se a seguinte estrofe de Camões:

“As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores.”

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