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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Turismo organizado por comunidades revela riquezas culturais






Turismo organizado por comunidades revela riquezas culturais

seg, 25/01/10
por Haroldo Castro |
Revista Época


A menos de 100 km da pousada Damaraland da Wilderness Safaris, trocamos a paisagem ondulada por montanhas escarpadas. A Nandi conquista, com firmeza e em 1ª marcha reduzida, uma subida íngreme para chegar até a pousada Grootberg, situado a 1.600 metros de altitude. Nosso amigo Keith Sproule, da WWF-Namibia, havia altamente recomendado que fizéssemos uma escala adicional no lugar, não apenas pela vista espetacular do vale do rio Klip, mas também por ser o primeiro albergue na Namíbia totalmente dirigido por uma comunidade.

Em um dia claro, a vista desde a piscina da pousada Grootberg revela a paisagem de 40 km de extensão do vale do rio Klip.

A pousada Grootber está dentro da Terra Comunitária para Conservação #Khoadi //Hoas. (Os carácteres # e // representam sons da “linguagem clique” que as populações da Namíbia e do ocidente da África do Sul utilizam.) A TCC tem uma área razoável: são 336 mil hectares sem nenhuma cerca, onde a comunidade e os animais domésticos e selvagens coabitam em relativa harmonia. Desde 1996, quando o modelo das TCC foi implantado na Namíbia, a comunidade possui o direito de propriedade e uso de todos seus recursos naturais, incluindo os animais selvagens que estiverem na área.

Organizações ambientais internacionais, como a WWF, tiveram um papel importante no estabelecimento das TCCs, facilitando o diálogo entre as comunidades, o governo e o setor privado turístico. A solução de criar parcerias entre operadoras de turismo e as TCCs fomentou o estabelecimento de pousadas e de atividades para visitantes. O primeiro benefício direto é a geração de empregos – componente crucial em uma região isolada e anteriormente esquecida pelo governo.

A pousada Grootberg é um exemplo óbvio de como as TCCs podem aliviar a pobreza dos habitantes que moram na área. Os lucros da pousada são diretamente investidos na construção de postos de saúde, escolas, poços de água e cozinha para idosos.

Um senhor idoso, com seu chapéu de couro, caminha em uma das estradinhas da TCC #Khoadi //Hoas. Ele reconhece que os benefícios trazidos pela implantação da TCC melhoraram a qualidade de vida dos habitantes.

As duas grandes atrações de Grootberg são, como na TCC Torra, a procura de elefantes do deserto e de rinocerontes pretos. Como os animais estão espalhados em uma grande área – as TCCs não são cercadas, como os parques – e como já havíamos tido um enorme sucesso na busca desses animais em Damaraland, preferimos visitar um pequeno vilarejo dos pastores nômades Himbas.

Para chegar ao vilarejo, usamos um caminho de pedras que segue um rio ornado com palmeiras Makalani. Moisés, nosso guia e também tradutor (ele fala o idioma Himba) explica que encontraremos apenas mulheres e crianças no vilarejo. “Todos os homens estão no campo, com os rebanhos de gado e ovelhas”, diz ele. Atravessamos novamente o rio e chegamos a um conglomerado de cabanas redondas construídas com barro e palha. As crianças são as primeiras a correr a nosso encontro. Apenas as meninas vestem-se tradicionalmente.

As tranças das meninas Himbas indicam a sua idade. As meninas mais jovens possuem duas tranças na frente enquanto as adolescentes levam as tranças atrás (esquerda). Já as mulheres adultas (direita) passam em seus cabelos uma pasta, a base de manteiga rançosa e pó de pedra vermelha, e adornam o topo da cabeça com couro de gazela.

Após um diálogo amistoso com Moisés, uma mulher adulta explica como ela cuida de seu corpo. As Himbas são conhecidas por passar uma pasta vermelha em toda sua pele. Serve para proteger do sol, do ar seco e dos insetos. Ela mistura manteiga rançosa, cinzas e o pó moído de uma pedra vermelha para formar seu creme protetor, chamdo “otjize”. O cheiro é forte e até mesmo conhecido. Por mais incrível que possa parecer, retorno aos monastérios budistas no Tibete, onde o odor da manteiga de iaque preenche todo o ambiente.

A mulher Himba não toma banho de rio. Para perfumar seu corpo, ela faz uma defumação cotidiana com uma resina aromática e passa a fumaça cheirosa nas axilas, nos braços e entre as pernas. Passar a pasta vermelha “otjize” também faz parte do trato de beleza.

Acostumados aos cliques fotográficos de visitantes esporádicos, as mulheres e as crianças nos convidam para entrar em uma das moradas circulares para que possam mostrar um pouco de suas danças e seus cantos. Mesmo se o espaço é reduzido, elas preferem estar na sombra. As músicas abordam a alegria de viver, o árduo cotidiano e o precioso gado.

Maeka, que tem três filhos, diz que gosta quando visitantes da pousada Grootberg passam em seu vilarejo. Os Himbas, mesmo se estão a um par de quilômetros fora da TCC, também recebem benefícios diretos do turismo organizado pela comunidade. Para aproveitar a viagem, a pousada Grootberg leva alimentos e mantimentos básicos a cada visita. Os turistas também têm a oportunidade única de comprar elegantes jóias criadas pelas mulheres.

Mulheres e crianças Himbas dançam e cantam dentro de uma de suas moradas. As letras das músicas abordam a alegria de viver.

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