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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vampiros e Vampirismo

Vampiros e Vampirismo - Introdução
Recentemente temos assistido a uma "moda dos vampiros" com muitos filmes, séries de televisão e livros sobre o tema. Ao mesmo tempo que cresce o interesse por este assunto, aumentam também as confusões acerca das várias definições. Levantam-se também muitas dúvidas acerca do que é ficção e do que é realidade. De onde surgiu o vampirismo? Os vampiros existem? Quando me surgiu este tema pensei em escrever um artigo, porém o assunto é tão vasto e tem tantas "zonas cinzentas" que se revelou impraticável reunir tudo numa única peça. Assim, o trabalho será organizado em várias partes, seguindo a estrutura que abaixo se descreve. Para uma consulta mais fácil, os textos irão sendo arrumados numa secção própria, dentro da Biblioteca do Castelo (ver barra lateral).


Como dito, existem várias definições de vampiro, bem como alguns pontos em que as definições se sobrepõem. Este primeiro texto consiste num resumo dos tópicos incluídos neste trabalho. Como se verá, existem vampiros tanto na ficção como na vida real, além de uma série de elementos que, de uma maneira ou de outra, se relacionam com este assunto.

O vampiro literário

Hoje em dia, quando se fala em vampiros, é neste tipo que se pensa. Trata-se de uma figura nascida de inúmeros livros e filmes, sempre trágica e apaixonante... Desde o famoso Dracula de Bram Stoker aos vampiros da nova geração que enchem os cinemas, o personagem é do mais ambíguo possível, inspirando terror, paixão e fascínio. É facto que este vampiro encarna desejos e medos do ser humano: a sombra da morte, a tragédia da perda, o peso da eternidade e o abismo do amor. O vampiro literário é representado como um ser imortal que luta por uma definição entre a vida e a morte, procura saciar uma "sede" que é muito mais do que física... no fundo, este vampiro só terá paz quando reencontra a sua alma.

O vampiro mitológico

As figuras vampíricas têm acompanhado os seres humanos desde a aurora dos tempos e encontram-se presentes no folclore de todo o mundo. Esta será a secção mais extensa de todo este trabalho, pois existem inúmeras referências pertinentes. É de notar que nem todas as figuras abordadas encaixam na nossa ideia ocidental de "vampiro", porém todas elas possuem pontos em comum que importa observar.

O vampiro histórico

Existiram ao longo da história várias pessoas que, pelos seus feitos e carácter sanguinário, foram apelidadas de vampiros - uma forma de dizer que eram monstruosas. O mais famoso terá sido Vlad Ţepeş, príncipe da Valáquia. Existe alguma distância entre os factos históricos e as histórias romanceadas que se criaram a partir deles. Este tipo de vampiro é alguém que marca o imaginário colectivo ao ponto de encarnar o arquétipo.

O vampiro animal

Este é um tipo de vampiro que existe de facto no nosso mundo físico. São morcegos, pequenos mamíferos voadores que, por diversos motivos foram inspiradores de histórias e lendas. Não são tão arrebatadores como as figuras da ficção, porém importa falar deles para que se compreenda como todas estas definições acabam por se encaixar.

A fama de vampiro - patologias

Esta parte trata de determinadas doenças cujos sintomas foram, durante muito tempo, mal compreendidos e tidos como manifestações de vampirismo ou licantropia. Corpos pálidos e repletos de pêlos, dentes salientes, fotossensibilidade, etc. - tudo isto era tido como prova de que um ser humano estava afectado pela "maldição" do vampiro - porém a medicina moderna já pôde revelar algumas destas bizarras patologias.

O vampiro energético

Também conhecido como psyvamp este é, a par com os morcegos, o tipo mais concreto de vampiro que é possível encontrar fora dos livros de histórias. Trata-se de uma pessoa que, consciente ou inconscientemente, se "alimenta" da energia de outrem. É certo que toda a gente absorve energia do meio ambiente e das outras pessoas. Existe um intercâmbio natural de fluxos, bem como momentos em que estamos em baixa energética e, naturalmente, absorvemos mais energia até termos os níveis estabilizados. O que distingue uma pessoa comum de um vampiro é que este último sofre de um desequilíbrio crónico do seu sistema energético, sendo levado a drenar energia alheia com muito maior frequência do que é normal.

A questão do sangue

Tanto nas lendas antigas como nos romances actuais, o vampiro é retratado como um predador de sangue. Também alguns psyvamp (muito poucos, felizmente!) recorrem ao consumo de sangue para restabelecer os seus níveis energéticos e não é por acaso, pois o sangue é uma matéria muito especial, tanto em temos físicos, como energéticos e simbólicos. Esta parte do trabalho irá abordar este incontornável "pormenor" e lançar alguma luz sobre ele.

Por fim, resta dizer que os textos serão publicados à medida das minhas possibilidades e intercalados com artigos sobre outros temas, pois nem todos os leitores do Castelo de Asgard se interessam por este assunto. Entretanto, todos os interessados ficam desde já convidados a deixar as suas dúvidas (ou contribuições) na caixa de comentários.

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