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segunda-feira, 1 de março de 2010

O encontro pessoal como uma experiência de transcendência



http://www.filosofix.com.br/blogramiro/?p=1722

Cada ser vivo experimenta o mundo de um modo diferente. O que diferencia o homem de um outro animal? Seria a primazia concedida à vida humana e o discurso sobre a dignidade da mesma algum tipo de “corporativismo da espécie”? Por que a vida não é toda ela carregada de dignidade e o que faz da vida humana alguma coisa de especial? A vida em sociedade não é privilégio humano. Algumas comunidades de gorilas, por exemplo, são marcadas com exemplos de auto-sacrifício pelo próximo, parecem mais cheias de “humanidade” do que alguns agrupamentos “humanos”. O discurso que aponta para a razão como marca distintiva só faz reacender a suspeita do “corporativismo da espécie”, e alguns animais têm comportamentos e demonstram sentimentos que surpreendem a nós, membros da raça humana, enquanto que não é raro encontrarmos exemplares humanos que mal e mal usam da razão, desprezam tudo ao redor, e, não fossem seres humanos, fossem cães por exemplo, provavelmente alguém pensaria em sacrificá-los como animais doentes, raivosos e perigosos. Outros poderiam morder uma criança e por isso acabaram presos numa jaula - quantas vezes não é a cadeia isso mesmo? Se a razão, entretanto, não for o sinal distintivo que faz da vida humana algo mais digno, se a fria razão é fria, o que torna o Homem especial? Também o apelo para a alma não convence mais do que o recurso à razão, caberia novamente a suspeita de “corporativismo da espécie”. Se animais não têm “alma humana”, não implica necessariamente que não tenham nenhuma (para não falar em Xenófanes). Então que? A linguagem? O sentimento? Nada parece convencer definitivamente sem a suspeita daquele “corporativismo da espécie”.

Sem um “algo mais”, terminaria o homem na pura “animalidade”, ao lado de outras espécies “como iguais”? Mesmo sem chegar tão longe, a discussão sobre os direitos dos animais vem ganhando espaço e hoje é assunto de pesquisa na filosofia do direito[1]. O tema, entretanto, não nos atinge particularmente agora, pois aqui nos interessa o outro extremo: apontar para o que transcende a “mesmidade” do exemplar animal de espécie e, se for o caso, descobrir o que há de específico em cada homem que torna capaz de abrir o horizonte para o des-velamento da “humanidade” como realidade experienciável.

A psicologia mostra como o comportamento de um indivíduo sofre alteração somente por estar inserido em um grupo[2], e a ameaça do perigo pode causar um estouro em um amontoado de gente de modo bem parecido ao estouro de uma manada de búfalos. Outro caso de triste lembrança são os acessos de fúria bestial das gangues de torcidas que praticam atos de violência contra gente que nunca antes conheceram, um corportamento animalesco (note, isso não é “animal”, a maioria dos animais é mais “racional”) que parece provocado somente pela presença da “cor inimiga” na vestimenta do outro. Daí proponho que, se quisermos atingir o “especial” no homem, desvelar nele a “humanidade”, esqueçamos da massa, esqueçamos da espécie, e falemos com o indivíduo. Infelizmente a massa frequentemente age como uma besta com muitos pés e pouco cérebro, não tem voz própria e age por mimetismo.

O melhor modo de chegar ao indivíduo, senão o único, é pela via do encontro pessoal. Conhecer a realidade profunda do outro é uma experiência inteiramente original, que não se pode confundir ou equiparar com nenhuma outra, sendo bastante diferente, portanto, de um mero contato ou de outro tipo de relacionamento que não chega ao nível da profundidade transformadora da experiência que transcende o mundo e o mundano. Da mesma forma se engana profundamente quem imagina ter conhecido o autor ao ler uma obra. O tipo de conhecimento a que me refiro, que só é alcançado em um verdadeiro “encontro”, distancia-se radicalmente do conhecimento que se pode ter de algum objeto. Esse tipo de encontro, como era de se supor, exige muitos pré-requisitos para que possa acontecer, sendo o primeiro grande problema a questão da linguagem adequada para expressar o binônio razão-sentimento. Mesmo a poesia (fala) ou a dança (movimento) dariam conta dessa tarefa? A linguagem expressa realidades, mas nem toda realidade pode ser expressa através da linguagem. Sobre o que não se pode falar, é mesmo necessário se calar? Afinal, as palavras são prenhas de realidade e mesmo o próprio silêncio já é por si um ato de fala!
El poeta es el que nos da todo un mundo personalizado, el mundo entero hecho hombre, el verbo hecho mundo; el filósofo sólo nos da algo de esto en cuanto tenga de poeta, pues fuera de ello no discurre él, sino que discurren en él sus razones, o, mejor, sus palabras. Un sistema filosófico, si se le quita lo que tiene de poema, no es más que un desarrollo puramente verbal; lo más de la metafísica no es sino metalógica, tomando lógica en el sentido que se deriva de logos, palabra. — Miguel de Unamuno[3]

Como dizia Shakespeare: somos feitos da madeira dos nossos sonhos. Em “El secreto de la vida”, Unamuno escrevia:
Para expresar un sentimiento o un pensamiento que nos brota desde las raíces del alma, tenemos que expresarlo con el lenguaje del mundo, tomando del mundo, de la sociedad que nos rodea, los elementos que dan consistencia, cuerpo y verdura a ese follaje, lo mismo que la planta toma del aire los elementos con que reviste su follaje. Pero la fuente interna, la sustancia íntima e invisible, le viene de las raíces. — Miguel de Unamuno[4]

Apesar das dificuldades, ainda assim a experiência do encontro é possível, embora exija muito da nossa atenção, transmutada em cuidado.

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